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domingo, 9 de maio de 2021

A Livraria dos Finais Felizes, Jenny Colgan


Tenho repetido algumas vezes que, para mim, há muitas maneiras de apreciar um livro, de abordar uma opinião, de (no GR, por exemplo) atribuir as malditas estrelinhas. Por exemplo, podemos reconhecer um belíssimo exercício de escrita, como me aconteceu em As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino. Ou abraçar um desafio de simbologias e interpretações, como nos dois volumes da Alice, de Lewis Carrol. Podemos reconhecer a excelência do conteúdo, mesmo que nos deixe frios. Pode ser a história que nos apaixona, ou as personagens, ou pode o livro reunir tantas destas coisas que nem sabemos por onde começar. Tantas formas! Uma delas é, como me sucede por vezes, deixarmo-nos reger apenas pela emoção, seja pelo prazer ou pela dor: este livro, por exemplo, valeu a pena pelo puro gozo que me deu lê-lo.

Segundo a sinopse "Nina Redmond é literalmente uma casamenteira. Encontrar o livro perfeito para cada leitor é a sua paixão... e também o seu trabalho. Ou pelo menos era, até a biblioteca pública onde trabalhava fechar as portas.Determinada a encontrar um novo rumo, Nina muda-se para uma pacata vila na Escócia, onde compra uma carrinha e a transforma numa livraria itinerante, viajando pelas Terras Altas e transformando as vidas daqueles com quem se cruza com o poder da literatura.É então que descobre um mundo de aventura, magia e romance num lugar que aos poucos se vai tornando no seu lar… um lugar onde ela poderá escrever o seu final feliz para sempre."

E foi isto mesmo e nada mais, uma história leve, um romance de auto-afirmação (que inveja me deu a reviravolta que a a personagem principal deu à sua vida, embora, convenhamos, ter 29 e 49 anos não seja bem o mesmo!), de amor pelos livros, primeiro, de amor à vida, em segundo lugar, e de amor-amor, depois. Também é uma história "escocesa", e quanto mais leio e vejo sobre a Escócia, maior a minha vontade de conhecer. Está repleto de referências literárias de géneros variados, algumas das quais reconheci da minha infância e juventude, com os títulos originais e notas de rodapé a indicar os dados da publicação portuguesa, quando existe (também refere a inexistência, quando é o caso).

Não será um clássico, e não tem de sê-lo, não há nada nele de eterno, a não ser o amor pelos livros, e é provável que um dia não me lembre dele, como decerto vou esquecer... aliás, já esqueci o nome das personagens, embora não as personagens em si. Li-o num instante, deliciada, com um gozo enorme, talvez por ter vindo num momento de exaustão, em que precisava mesmo de uma leitura assim. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Ler para escrever. Ler também para outras coisas - muitas, todas.


Depois de anos na escrita, ainda não sei quando é que se passa de "pessoa que escreve umas coisas" a escritor. Quando é que se atravessa essa linha: quando se completa um original? Quando uma editora aposta no original? Quando surge a primeira opinião sobre um trabalho publicado? Quando se ganha um conjunto de leitores? Quando o nome é reconhecido? E se não publica durante algum tempo, um escritor deixa de o ser? E quando não publica mais nada? 

Fiz essa pergunta numa story do instagram. Este foi o resultado (sim eu sei, ainda não tenho 3 milhões de seguidores, eh!). Não houve, claro, grande consenso. Eu também não sei responder a nada disto. Talvez não seja mesmo possível encontrar uma resposta consensual... e creio que não importa, de qualquer forma. Cada um com o seu ponto de vista, não é verdade? Para um escritor, o que importa é ser lido.

E, antes disso, o que importa é LER. LER, LER, LER. 

Sou leitora desde que me lembro de saber juntar palavras. Não, desde antes disso, com imagens, com as histórias que me liam, com as que de certeza inventava. Há momentos de menos inspiração, momentos em que mal leio e muitos momentos em que não sou capaz de escrever. Mas uma coisa não existe sem a outra - ser escritor sem ser leitor? Não compreendo. Já ouvi por aí afirmações de escritores (não vou questionar se o são ou não, ainda agora concluí que não sei definir o que isso seja) ou aspirantes a escritores que "nunca leram um livro" ou "leem pouco". Como? Como?? Ser um bom leitor está na base de ser um bom escritor. Isso não significa obrigatoriamente ler apenas bons livros. É preciso ler bons livros, claro. Mas ler livros excelentes, bons, medíocres e maus ensina-nos muito sobre como se escreve. Mostra-nos o caminho que queremos seguir e quem somos enquanto escritores. Define uma base essencial de referências, de estruturas, de tópicos fundamentais que fazem a literatura. Salvam-nos de armadilhas e clichés, se estivermos atentos, ou permitem-nos usá-los "tongue in cheek". Não temos de escrever como os autores que mais admiramos (é evidente), mas eles estruturam o nosso modo de olhar para a literatura - para a escrita. 

E que mais nos oferece a leitura, enquanto escritores, mas também enquanto leitores? Como seres humanos? Muito. Oferece-nos mundo, interior e exterior. Ler aprofunda a inteligência, a criatividade, melhora a concentração, o humor. Dá-nos paisagens novas, quantas delas imaginárias, e dá-nos gente, mesmo quando o tempo, o espaço e a gente nos falha. Ajuda-nos a compreender modos diferentes de estar, de pensar, de querer: faz-nos seres humanos melhores, mais empáticos. Abre a porta a um melhor entendimento de nós mesmos. Alarga o vocabulário e a elasticidade da estrutura frásica, e com isso melhora a capacidade de descodificar qualquer tipo de mensagem, direta ou subentendida, e de comunicar, de forma direta ou entrelinhas. Saber ler evita muitos enganos, permite-nos fazer escolhas em consciência, sem sermos enganados por discursos fáceis e teorias atraentes.

E faz companhia. Consola. Distrai. Ensina. Exige. Oferece. Precisamos de tudo isto, neste momento. Sempre.

Por tudo isso, é importante incentivar a leitura nos jovens, apesar da resistência, e ajudá-los a encontrar a "sua" leitura (porque sim, acredito que todos gostamos de ler, se encontrarmos o livro certo, no momento certo), e alimentá-la sempre, mesmo que pareça ter pouca fome. E por isso é que o livro é bem essencial. É necessário que o amor da leitura nasça de bons livros? Não. É necessário que nasça. O resto é um caminho.


Nota: estou a ler Fahrenheigt 451, um pouco assustada com o seu caminho de estupidificação geral (ser ignorante é ser feliz?), que conduz à eliminação e diabolização do livro. Tantas semelhanças! Parece-me que estamos nessa senda. Será irremediável?

Imagens: Norman Rockwell

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A leitora balança, para ver se cai ou não

Diz-me o goodreads que só li 18 livros este ano: é mentira. Só li 18 cuja leitura me apetecesse registar, li muitos mais "de conforto", uns deliciosos, outros meh, um ou outro não terminei. 

Já aqui tive oportunidade de escrever que aprecio um livro por muitas razões, emotivas, estéticas, etc. Esses critérios fizeram-me atribuir 5 estrelas a 4 livros este ano: O Pecado de Porto Negro, cuja classificação alterei ao escrever esta publicação, porque quanto mais o tempo passa, mais gosto dele, A Catedral do Mar, excelente e densíssimo histórico, Illuminae, uma delícia de experiência YA de SFC, e Filho da Mãe, uma pérola de Hugo Gonçalves. Recomendo todos, como é evidente. 

(Não podiam ser mais diferentes uns dos outros, o que me prova que o meu gosto é, de facto, muito eclético... ou all over the place, se preferirem!)

Gostei menos de outros 3 livros, As Duas Vidas de Sofia Stern, O Silêncio das Águas (que muitos e muitos apreciaram), e A Modista. Houve um livro que não classifiquei, mas não me recordo porquê, possivelmente esqueci-me: foi Mistério na Cornualha, de Liz Fenwick, que acabei por não incluir na imagem. 

Pelo meio, os outros 10, uns mais próximos das 5 estrelas (como Sob um Céu Escarlate) outros das 3 (como Sete Minutos Depois da Meia-Noite, que foi elevado pela arte). 


Opiniões em https://www.goodreads.com/author/show/5816236.Carla_M_Soares

Devia ter lido mais? Claro. Li pouco e nem sempre com vontade, e nem posso culpar a pandemia: o período de total confinamento, apesar de muito trabalho, foi o mais profícuo em leituras, e sou naturalmente introvertida, o que significa que as contenções não me causaram a desesperança que muitos sentiram. Se houve outras razões para ela? Seria tema para uma publicação que provavelmente não vou fazer.

Tenho uma pilha crescente, que espera vez e espera mais vontade. Vamos ver se 2021 traz alguma destas coisas, e se traz algum novo livro meu! 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Joga a leitora - Duas recomendações numa tarde fria

 Filmar sem experiência é assim, um trapézio sem rede. Mas cá fica. Cá fico. 

Recomendo-vos dois históricos: Richard Zimler e João Pinto Coelho.


Quem vem a jogo em seguida? Não faço ideia!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A escritora vem a jogo: três anos de ausência

 Hoje é a escritora que vem a jogo, com (pelo menos) três anos de siêncio a compensar.

O meu último livro a chegar aos leitores, Limões na Madrugada, foi publicado Pela Cultura Editora há três anos, mais ou menos por esta altura. Foi um livro de escrita rápida para os meus padrões, acostumada que estou a pesquisas densas e histórias longas. Tem sido assim com todos os livros, menos este último publicado, porque todos até aí tinham um contexto histórico a pedir dias de intensas leituras e muitas verificações de factos e detalhes, ou de fantasia, a exigir construção de mundos coerentes e personagens vivas, ou não têm interesse nenhum. Descobri que a escrita de uns e outros é, afinal, muito parecida, mas isso é coisa para outro dia. 

Três anos é muito tempo para andar escondida. Nesse período de tempo, vi terminar o contrato de dois livros publicados em formatos diferentes, e que são agora meus outra vez: o Alma Rebelde, que necessita de uma séria edição e revisão minha, e o A Chama ao Vento, que nunca esteve em papel e, pelos vistos, dificilmente virá a estar - mas a esperança é a última a morrer, claro! Também atravessei fases diferentes, a de ansiar pela publicação de um novo livro, a de tentar a do Chama, a de desacreditar da escrita e outras coisas, sobretudo no último ano, e a de me aperceber que não sei desistir. A de bater com o pé a mim mesma (e não só) e levar tudo à minha frente. E a de recomeçar. 

Pelo meio disto, a pandemia e um confinamento, que me daria, idealmente, mais tempo para a escrita. Uma ilusão. Nunca trabalhei tanto no que me põe o pão  na mesa - sou professora. 

Então... e em três anos não escrevi nada? Claro que sim. Terminei um livro, cuja execução me levou anos e anos de batalha e incerteza e que, a ser publicado, me trará ao mesmo tempo prazer e terror, por se passar numa terra da qual não me lembro, mas que muita gente recorda ainda, num período em que eu ainda não existia - ou era criança pequena - mas de que outros, muito próximos, decerto se recordarão. Meias palavras? Para bom entendedor chegarão (na imagem, a welwischia mirabilis, planta anciã do deserto do Namibe). Terá o tom certo, este livro? Os lugares estarão bem retratados? Os acontecimentos? O sentimento? Que sei eu? Ah, que presunção a minha, e ao mesmo tempo que ternura coloquei nesta história! Não tem ainda nome definitivo, mas quando tiver (e eu puder) falarei mais sobre ele. 

Também tenho procurado o consolo da eterna revisão de um dos meus livros de fantasia, A Grande Mão. Tem mais de 10 anos, talvez quase 15, este livro... E quantas vezes falei já dele? Quantas o revi, acrescentei, cortei, matei "darlings", fiz nascer outros?  Quantas vezes encontrei consolo nele, quando me vi sem caminho, sem me importar se era maravilhoso, bom, mau, medíocre. Assim é o que mais amamos. Cresceu tanto, que está agora dividido em três partes: revi a primeira, a que chamei "A Companhia do Corvo", revejo agora a segunda, "Passo Solto", com tremendo gozo, hei-de chegar à terceira, "Morte no Lin", e depois se verá o que lhe sucede. Muito gostaria de o ver chegar às mãos de quem gosta do género, embora também me assuste vê-lo encerrado numa versão final, todas as revisões terminadas, as personagens e lugares e acontecimentos na sua derradeira versão. Tão bom, tão terrível!

Que enorme texto escrevi! E, no entanto, muito mais curto do que os 3 anos que, apressadamente, nele reflito. Tanto para dizer, e nada ao mesmo tempo, porque estive longe de mim, e agora regressei.

Uma nota: nestes anos, li histórias das quais vale a pena falar, portanto a próxima a jogar será a leitora. Prometo!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As boas NOVIDADES!

Há uma nova editora no mercado, a Cultura Editora. 

A equipa, como alguns reconhecerão, é a da minha anterior editora, a Marcador, que sofreu algumas transformações. Os meus livros O Cavalheiro Inglês e O Ano da Dançarina continuam a pertencer a esta editora e a ser geridos por ela. 

Eu... eu acompanho, com muita alegria, a maravilhosa família que se lança nesta aventura. O que é que isso quer dizer? Que, se tudo correr bem, o meu próximo livro terá a chancela Cultura Editora.

Comigo na editora estarão autores como Joel Neto, Samuel F. Pimenta ou Flávio Capuleto, que anunciaram já pelo facebook a sua associação à nova editora.

Estou entusiasmada. Primeiro, há mudanças que chegam mesmo no momento certo. Segundo, é um prazer poder continuar a trabalhar com o João, a Marina, a Liliana e o Hugo. Não podia desejar equipa mais profissional, dedicada ou simpática. 

E portanto... vamos a isto! 





quinta-feira, 1 de junho de 2017

Livros às Quatro - o primeiro encontro

Nestas coisas dos livros e das ligações virtuais, surgem de vez em quando umas ideias giras. Há umas semanas, a Cláudia Pacheco, do blogue Encruzilhadas Literárias, lembrou-se de que podia ser interessante juntarmos umas quantas leitoras-quase-vizinhas num clube de leitura informal, a reunir, em princípio, uma vez por mês. 

O nome - Livros às Quatro - surgiu naturalmente, apenas porque um nome faz falta. Por ora, não há página pública e os únicos relatos surgirão nos blogues das participantes. Somos quatro blogueiras, embora eu menos do que as outras três, que nisto dos livros e leituras são mais dedicadas do que eu. Há entre nós duas autoras, que não vão ali falar dos seus livros, como é evidente, mas dos livros que gostam de ler. 

Não temos, pelo menos para já, nenhuma obrigação de leitura, nem de livro, nem autor, nem temática. Se viremos a ter ou não, não definimos. Nem têm de ser leituras recentes, apenas livros de que queremos falar. Às quatro da tarde encontramo-nos numa esplanada, pois, munidas de livros que, por uma razão ou por outra, nos agradaram.

Cada uma falou de um livro e, porque as conversas são como as cerejas e os livros o pediam, falou-se de forma expontânea dos Açores, de misticismo, de crónicas, de fórmulas literárias, de outros autores, de feminismo e, notei eu, verificou-se o curioso, mas inevitável facto de o que atraiu uma leitora num certo livro, repeliu outra e do mesmo livro - por exemplo de Joanne Harris, que, confesso, nunca li - ter recepções muito diferentes das diferentes leitoras. E eramos apenas seis, se mais fossemos, mais leituras teria! Ficaram-me várias curiosidades, sobretudo com dois livros que já queria ter lido e nunca li, Memórias de uma Gueixa e O Ano da Morte de Ricardo Reis, e, para além desses, ficou-me o bichinho para o Germinal e para ceder, por fim, às crónicas e ler A Vida no Campo.

Foram umas horinhas maravilhosas, como não podia deixar de ser para quem gosta tanto de livros que até os escreve , mas nem sempre tem oportunidade para falar neles. E o melhor? No mês que vem há mais! 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Em modo "boas notícias"

Perdoe-me já a minha meia dúzia de leitores se sentir que esta publicação é críptica e inútil. É provável que tenham razão, porque vou falar de boas notícias, e deixar metade delas no escuro. 

Antes de mais, terminei o primeiro rascunho de O Ano da Dançarina e, tendo-o enviado para a editora para avaliação assim como estava (espero não pagar por isso), estou em pleno modo de revisão/edição, ou seja, na fase de corte e costura. São boas notícias porquê? Primeiro, porque batalhava neste livro há bem mais de um ano e, por falta de tempo e dificuldades de concentração causadas pelo cansaço, começava a achar que era uma obra de Sta Ingrácia. Não foi, assentei o último tijolo. Segundo, porque esta fase de aperfeiçoamento, de colocar azulejo e pintar paredes, está a correr tão extraordinariamente bem que não deve ser o mesmo livro. Já vou a mais de meio e, por incrível que pareça, estou a gostar! Gosto de rever, isso ajuda, mas estou a gostar das minhas gentes no livro, do que lhes sucede e do que é essencial. O resto, as repetições, que são inúmeras, as redundâncias, idem, etc, tenho cortado de forma impiedosa. 

Tive, para além disso, excelentes notícias sobre certo livro que dava por perdido. Recuperei-o parcialmente - é semi-meu!- e talvez venha a ver um dia destes a luz do dia noutro formato. Não direi mais, para não agourar.

Com a perspectiva de publicação de ambos - vamos ver, vamos ver - tenho uma última coisinha. Esta assusta-me, por ser a primeira vez que me meto numa coisa destas, mas estou convicta que a prática de escola e de apresentação de trabalhos de tese correrá bem.



Um workshop sobre construção de personagens para o SciFiLx! Quem aqui vem de quando em quando, sabe que escrevi muita fantasia e, embora não tenha publicado nenhuma, tenho todo o gosto em participar. Podem ver AQUI.


Numa nota menos boa: o facebook lembrou-me que faz hoje 4 anos que defendi o plano da tese de doutoramento, sobre o Fantástico em Pintoras Portuguesas Contemporâneas. Nesse ano, em que devia começar a tese, deram-me 9 turmas, com direção de turma. Nunca mais tive tantas turmas, mas nunca mais voltei a ter menos trabalho. Nunca registei o tema e plano da tese. Estava feito, defendido com uma bela nota, aprovado pelos Professores Mário Avelar e Vitor Serrão, no IHA da Faculdade de Letras. Das coisas que deixei para trás, esta é das que lamento. Lamento mesmo. Sinto falta desse trabalho maduro, eu que lido com miúdos todos os dias. Vale-me a escrita.

Talvez um dia lá volte, se tiver tempo.


sábado, 7 de maio de 2016

Uma semana a falar com os jovens

Não tenho tido muitas oportunidades de falar sobre livros e escrita a leitores ou potenciais leitores - creio que mais por culpa da minhas limitações em termos de horário do que da vontade, minha ou alheia - mas esta semana a oportunidade apresentou-se, e foi um prazer poder conversar descontraidamente com alunos de 13 e 14 anos sobre o que é ser escritor!

Na verdade, foram várias oportunidades, a começar e a acabar "em casa"(na BE-CRE de Sto António da Parede, ainda na semana passada, e em duas salas de aula, esta sexta feira), com uma passagem pela Semana das Profissões na escola da Alapraia, em S.João do Estoril. 

Semana das Profissões, Alapraia

Foi muito giro saber que os jovens da mnha escola que não tiveram a oportunidade de assistir ao "Conversas com Escritores" também queriam uma sessão e a possibilidade de fazer perguntas, e interessante conversar com todos eles, porque têm uma quantidade de perguntas e de curiosidades e uma compreensão quase inesperada das respostas. 

Houve algumas perguntas comuns a quase todos os grupos com que conversei, em escolas e dias diferentes:

  • O que a inspirou a começar a escrever / a escrever estes livros?
  • Escreve sempre romances históricos? (para mim são de época, claro) 
  • Onde gosta de escrever?
  • Já pensou em escrever um livro em inglês? (isto por ser professora de inglês)
  • Já se inspirou em alguém /um aluno para as suas personagens?
  • Escolhe as capas / títulos?
  • Quanto tempo leva a escrever / publicar um livro?
  • Gostava de só escrever, em vez de ser professora? (mais interessantes, "Acha que era capaz de só escrever, não se fartava?" ou "Dá-lhe mais prazer escrever ou dar aulas?")
  • Está a escrever algum livro agora?
Foi muito divertido responder a algumas destas perguntas, ver as expressões deles quando lhes contei que a inspiração para o Alma, que se passa em 1850, mais coisa menos coisa, foi um sms, ou que gosto de escrever no café, de manhã, ou que,entre o primeiro contacto da editora cmigo e a saída do livro para o mercado, passaram cerca dois anos para o Alma e apenas cerca de dois meses para o Cavalheiro, etc, etc. As respostas de alguns também foram engraçadas... por exemplo, houve um jovem que, quando lhes disse que estou a escrever um livro há mais de um ano, por falta de tempo e muito cansaço, me repondeu que precisava de ir mais ao café! (ao que eu retorqui, depois de me rir e concordar, que, ao ritmo a que sigo, precisava era de comprar um)


Foi mesmo muito giro, e estou agradecida pela oportunidade! 

A próxima ocasião para conversas vai ser, se não me engano, na FLL, lá para dia 7 de Junho... 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Amanhã no Palavra de Escritor

Pois é, lá estarei, no programa Palavra de Escritor, da TVI24.


Pedro Pinto, com toda a sua simpatia, conversou comigo sobre O Cavalheiro Inglês e outros livros.

Estará no ar amanhã, pelas 9h40m na TVI24, com repetição no Domingo, creio que pelas 11h20m.


Ainda não me ouvi nem vi, a não ser nalgumas fotos gentilmente cedidas pela Marcador, ainda sob fundo verdosca... provavelmente a cor que pior me fica! 


No Domingo ou Segunda feira deixarei aqui um link para o programa, mas quem entretanto assistir... agradeço feedback!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Para quem tem a caixa de correio atolada,

e já nem sequer tem crianças em casa... ou tem crianças em casa que assinalam TODOS os brinquedos do catálogo e nos torturam a pedi-los "Vá lá, vá lá, vá lá, váááá lááááá, é o Pai Natal!"


Claro que a seguir a criança com a birra sou eu, "Quero este! E este! Ai este!", e a maldita pilha TBR a crescer, crescer... Mas já sabem como é, antes tê-los e não os poder ler, que querer lê-los e não os ter!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Operação Livros no Sapatinho - que livros esperam ter?



Vai sim senhora. Quanto mais não seja, uns quantos Cavalheiros para família e amigos! No meu sapato, espero encontrar... hum. Gostava de encontrar muito, muito tempo livre e disposição para começar a pôr no papel as ideias que começaram a juntar-se... De resto, veremos que surpresas me fazem!

E vocês, que livros esperam ter debaixo do sapatinho?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

eu tinha livros em casa

Não vou falar dos caminhos que me levaram aos livros - e daí ao prazer da escrita. Terão sido vários e confluentes, em partes iguais genética, acaso e as circunstâncias particulares do meu crescimento.

Uma coisa, porém, foi decisiva: eu tinha livros em casa. Muitos livros, em duas filas nas prateleiras, daqueles antigos que já na altura estavam a amarelar (dos bons!) e dos outros que mensalmente os meus pais iam comprando ao Círculo de Leitores, a maioria clássicos portugueses. Bandas desenhadas velhas nas gavetas, Mandrakes e Fantasmas e Xmen...

Nunca me foi negado um livro, mesmo em épocas de pouco dinheiro. Ainda hoje a única coisa que não sou mesmo capaz de negar aos meus filhos, nem quando suspeito que vão acabar por não ser lidos. O que é colocam de lado agora podem querer mais tarde e se assim for... o livro lá estará!

Acredito que ter os livros à disposição, vê-los, viver entre eles, assumi-los como parte da casa e da vida é meio caminho andado para, um dia, se ser leitor. Não chega... ainda não provei a teoria com a prole, mas agarro-me à convição... e aumento constantemente a pilha dos livros por ler.

Devaneios destes são o resultado pôr-me a olhar para as prateleiras quando estou cansada. Não. Exausta.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O valor dos livros antigos

A propósito do último post, e em particular do costume antigo de prender os livros das bibliotecas com correntes, o leitor Luís Henriques lembrou, em comentário, o valor dos livros noutras épocas, e em particular quando estes eram ainda copiados manualmente por especialistas. 

A mim sempre me fascinou a arte, paciência e persistência necessárias aos copistas e iluministas, que, ao longo de meses, produziam maravilhosas obras de arte sobre pergaminho. Acessíveis a poucos, é verdade, até porque poucos saberiam lê-las, mas não menos maravilhosas por isso. 

O Luís recomendou-me um pequeno video sobre a feitura destes livros. Apesar de já ter uma noção bastante boa de como se faziam, desde a produção do pergaminho às iluminuras, fui ver. Aprendi pequenos pormenores que não conhecia, como por exemplo, como se corrigiam erros. 

São só seis minutinhos, mais ou menos e, para quem gosta de livros e percebe inglês (a narradora fala devagar e com muita clareza), é muito interessante.

Aqui fica, com o meu agradecimento ao Luís.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Isto está a fugir de controle...

Não costumo divulgar por aqui os meus exageros, nem pessoais nem de tipo nenhum. Este, porém, é literário, merece uma notinha por aqui. 
 
Fui acumulando livros por ler, acumulando... e aqui estão,"encaixotados"... 
e não são todos!
 
 Me Before You, dois da série Fever (da Moning), The Lost Daughter, Deerskin, The Rules of Attraction, The Pillars of the Earth, Moon Palace, A Solidão dos Números Primos, Lisboa Triunfante, A Jangada de Pedra, The Handmaid's Tale,
In the Eye of the Sun

 
A Fragrância da Flor do Café, A Rapariga dos Pés de Vidro, Angeologia, Pequenas Felicidades, A Casa dos Espíritos, A Última Feiticeira, Chocolate, A Boneca de Kokoshka, A Mulher-Casa, A Arte de Matar Dragões, As Raparigas da Villa, Aconteceu em Roma, A Cornish Affair, A Tábua de Flandres, the Innocents, The Cider House Rules

 
Uma coisa poder ver: tenho um gosto muito eclético.
Estou agora a começar A Tábua da Flandres (e já pressinto que é um livro à minha medida) e a acabar A Vingança do Lobo. Depois, por promessa à autora, vou ler esse lindo livro azulinho, A Cornish Affair, que ainda não está publicado por cá. Assim que o começar explico de onde vem esta "promessa à autora"...
 
Que tal? O que já leram, deste montão?
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Íntimo e Perigoso - Linda Howard

Escolhi este livro porque me apetecia qualquer coisa simples, cuja leitura não me entusiasmasse tanto que mal pudesse parar, mas... também não era preciso exagerar! Não o terminei nem vou terminar. Fiquei mais ou menos a dois terços.
 
Não está mal escrito, nem é terrivelmente aborrecido, mas não me aimporto com as personagens nem com os seus destinos, o que, neste tipo de livro, é geralmente o que nos leva a lê-lo todo.  Não me apetece segui-los mais na montanha com frio e fome de vários tipos, e não quero mesmo saber se se enrolam, se morrem de fome ou frio ou numa avalanche, ou se morrem de frio ou soterrados enquanto se enrolam numa tenda feita com ramos e bocados dos bancos do avião cuja queda os deixou na montanha. Nem sequer me importa se foi o enteado mais velho que ela quem sabotou o avião, por dinheiro.

Com tantos outros livros a chamar-me, acho que já li o que tinha a ler deste.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A propósito de Da Vinci's Demons

que estou a acompanhar com gosto aos Domingos, lembrei-me de certo livro que me foi apresentado recentemente.  Este:
 
 
Querem umas belas gargalhadas? Então observem as maquinarias infernais que Da Vinci inventou para as cozinhas, maquinetas capazes de moer um cavalo inteiro, por exemplo, e as suas consequências caóticas - bicharada na cozinha, 20 cozinheiros em vez de 2, fumarada por toda a parte...
 
Melhor ainda? As regras de boa educação a seguir por todos à mesa do seu senhor! Sabiam, por exemplo, que é falta de educação ter animais de estimação sobre a mesa, mesmo que sejam galinhas ou cobras?  Ou que não devem limpar a faca à roupa de quem estiver ao seu lado?  Leiam, se conseguirem descobri-lo, vale a pena.
 
Quanto a Da Vinci's Demons, vê-se com gosto mas não é uma biografia séria. Não duvido que Da Vinci, o maior génio de sempre aos meus olhos, fosse tocado pela dose de loucura que se mostra, e estão lá a época histórica (os Médici, os Sforza, o papado) e os seus conflitos, e também as maravilhosas invenções e estudos de Da Vinci, mas há um lado aventuresco que predomina que é bastante divertido. A imagem é bonita, embora nem sempre natural, e é lindíssimo ver nascer os desenhos e planos, em movimento, da cabeça do génio.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Não será exactamente uma parceria

mas mais uma colaboração.
 
A Porto Editora (a minha editora!) vai enviar um livro ao monsterblues, de vez em quando, para uma opinião que, prometi... avisei... enfim, que lhes disse que seria sempre honesta.
 
O primeiro será, em princípio, do escritor estreante Paulo M. Morais,
Para já, fica a divulgação. Vamos ver se o livro vem e se é rápido.
 
Sinopse
Alternando realidade e ficção, um romance que nos transporta aos agitados dias da pós-revolução: o retrato de um país que, entre o PREC e as eleições livres, procura um novo rumo.
Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado.
O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré.A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta, agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar.
Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos. Nada foi igual na vida da "família" Gazela Atlântica após o 25 de Abril.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os Livros que Devoraram o Meu Pai - Afonso Cruz

Mal chegou agarrei-me a ele, e é um livro tão pequenino e bom de se ler, que o terminei num instante, nem passou pelos livros em leitura.
 
Diz Elias Bonfim, personagem-narrador com 12 anos - e 72 no epílogo - que o pai se perdeu num livro, e aos doze anos embrenha-se nos livros do pai na esperança de encontrá-lo, persegue-o de clássico em clássico, cruzando-se com as personagens fora da história, um bocadinho como se espreitassemos o que seria a vida das princesas depois do "felizes para sempre". A par, temos uns apontamentos sobre a sua vida de rapaz de 12 anos, e também esses são feito, em grande parte, das histórias chinesas do seu amigo Bombo.  A história é menos sobre o pai de Elias do que sobre a forma como ele proprio se deixa perder - ou achar - nos livros, e sobre como a vida é uma história.
 
É um livro sobre livros, sobre o fascínio da leitura e, tenho que confessar, deixou-me a sorrir muitas vezes porque também eu, quando era miúda, me perdia assim como o jovem Elias (e o seu pai) dentro dos livros, pelas histórias adentro, esquecida do mundo e sempre contrariada por ser obrigada a regressar à realidade. Elias chega tarde ao jantar, eu levava o livro para mesa e era obrigada a pousá-lo. Ainda agora o faria, por vezes. Talvez um dia um dos meus filhos pudesse escrever um livro sobre os livros que lhe devoraram a mãe, senão os que leu, pelo menos os que quis escrever.
 
A linguagem é leve, aqui e ali poética, bem humorada e muito humana, e as referências a autores e livros são inúmeras. Se há alguma coisa a apontar, poderia ser o facto de, para o leitor menos ávido ou mais jovem, poder tornar-se um pouco denso nesse sentido - lembro que está recomendado no LER+. Para quem gosta tanto de livros, mesmo sem os ter lido todos é muito engraçado. O livro oferece, aliás, duas leituras, uma mais simples para os leitores mais jovens, e uma mais complexa para os mais velhos, mais experientes, que conhecem os autores, pelo menos de nome, e conseguem interpretar as inúmeras metáforas e alusões que enriquecem o livro.

 Este é muito pequenino, foi uma boa estreia, mas vou comprar A Boneca de Kokoshka, que de qualquer forma já estava nos meus planos.
 
"Dizia, caro Bonfim, que o ser humano tem esta necessidade, quase tão grande como de comer ou de respirar, de colocar a sua individualidade, a sua diferença e caráter único naquilo que faz. Isso vê-se nestes livros humanos  [refere-se a Fahreneight 451, de Ray Bradbury, e especificamente a algumas personagens que, em vez de esconderem os livros, os decoraram e tomaram como nome o nome do livro]. Nenhum deles, neste momento, seria capaz de contar a mesma história que foi escrita em livro. Todos eles se tornaram obras abertas, vivas. Vão evoluindo com os tempos, não estão paradas no papel, já vêm com a interpretação do leitor.
- Portanto traem o original.
- Isso. Mas não vejo como uma traição."
pág. 116

domingo, 28 de abril de 2013

Scarlet - Marissa Meyer

No primeiro volume desta série, Cinder, encontrei muitas das coisas que aprecio - a adaptação em modo SCF de um conto de fadas de que nem gosto particularmente (Cinderela, claro), uma escrita simples e dinâmica, personagens que se podem amar e odiar, como compete neste tipo de história - e coisas de que não gostei... essencialmente o facto de ser uma série em que, até ao último volume, o destino da protagonista está em suspenso, e terminar num cliffhanger. Detesto-os, mas reconheço que resultam, se o resto do livro nos interessar. Cinco minutos depois estava na Amazom.com, a comprar e descarregar Scartlet. Por opção não o li logo, tinha até intenção de guardá-lo para mais perto da data de lançamento do próximo livro. Once bitten, twice shy, estava mesmo a ver que este também ia deixar-me em pulgas, e queria diminuir a espera. Mas um dia destes estava na rua, sem nada iniciado no kindle... Não resisti, não é só a carne que é fraca.
 
 
E o que encontrei? Uma versão fresca da história absurda do Capuchinho Vermelho, que em Scarlet é tanto um hoodie vermelho como uma cabeleira ruiva, e é também o nome da dona de ambos. Entramos na história já a avó desapareceu, mas os "caçadores" (leia-se as autoridades) nada fazem. Diga-se que esta é uma avó cheia de segredos. Em cena entra um jovem perigoso e jeitoso chamado  Wolf, também ele com segredos, e a sua alcateia... se lhe podemos chamar isso. Scarlet não quer senão encontrar a avó, mas reentram Levana, the evil Lunar Queen, e os seus algozes, Cinder com o seu androide convertido em nave, e um sidequick interessante chamado Thorne, o jovem imperador Kai, sentimentos que não de viam ter aqui lugar mas têm, claro, e já estavamos à espera deles, e um princípio de guerra.
 
Claro que nada será simples, nem deve ser, a não ser a escrita, cuja naturalidade funciona muito bem aqui. Há muita acção, diálogos engraçados, sentimentos de confusão e perda que são naturais, um ritmo excelente, bons avanços na história geral e algumas explicações sobre a ciência por trás de Cinder e de outros personagens, e o livro lê-se a correr. Adora-se umas personagens, detesta-se outras. Detesta-se mesmo, visceralmente, como se deve detestar o Mal nos contos de fadas. Se demorei, a culpa não foi do livro, mas do meu cansaço. 
 
Claro que a história não termina aqui (grrrrr...), mas este livro oferece um pouco mais de closure, porque, embora se prometa a presença de todas as personagens no próximo livro... YEY, elas voltam! Adorei a Scarlet e o Wolf. Lamento se há aqui um pouquinho de spoiler, mas não é nada que, mesmo com todas as surpresas, que as há, não se vá prevendo ao longo do livro! Mas retomando. Mesmo com as personagens a prosseguir, pelo menos há uma espécie de fim.
 
Senti falta, nesta história, de um pouco mais de sensualidade, tendo em conta a ruiva e o lobo, mas suponho que, dado o intervalo temporal - uma semana, talvez -  o ritmo dos acontecimentos e talvez o pr+oprio tom e intenção da história, não fizesse muito sentido. Há algum romance, e pelo menos não é como em tantos filmes de perseguição, em que os protagonistas, conhecendo-se há 24h e com os terroristas nas canelas, lá arranjam tempo e modo para uma rapidinha. Enfim. Assim é melhor.
 
Resta-me aguardar pelo terceiro livro (Cress) com a Rapunzel no Sahara, que é para 2014 e pelo quarto (Winter) que, suspeito, vai demorar e envolverá uma jovem pálida com um gangue de sete malfeitores de bom coração e, quem sabe, o princípe de outra nação da Terra. Uma coisa já sei: vai ter lugar na lua. De resto, veremos se tenho razão.