Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta balanço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta balanço. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A leitora balança, para ver se cai ou não

Diz-me o goodreads que só li 18 livros este ano: é mentira. Só li 18 cuja leitura me apetecesse registar, li muitos mais "de conforto", uns deliciosos, outros meh, um ou outro não terminei. 

Já aqui tive oportunidade de escrever que aprecio um livro por muitas razões, emotivas, estéticas, etc. Esses critérios fizeram-me atribuir 5 estrelas a 4 livros este ano: O Pecado de Porto Negro, cuja classificação alterei ao escrever esta publicação, porque quanto mais o tempo passa, mais gosto dele, A Catedral do Mar, excelente e densíssimo histórico, Illuminae, uma delícia de experiência YA de SFC, e Filho da Mãe, uma pérola de Hugo Gonçalves. Recomendo todos, como é evidente. 

(Não podiam ser mais diferentes uns dos outros, o que me prova que o meu gosto é, de facto, muito eclético... ou all over the place, se preferirem!)

Gostei menos de outros 3 livros, As Duas Vidas de Sofia Stern, O Silêncio das Águas (que muitos e muitos apreciaram), e A Modista. Houve um livro que não classifiquei, mas não me recordo porquê, possivelmente esqueci-me: foi Mistério na Cornualha, de Liz Fenwick, que acabei por não incluir na imagem. 

Pelo meio, os outros 10, uns mais próximos das 5 estrelas (como Sob um Céu Escarlate) outros das 3 (como Sete Minutos Depois da Meia-Noite, que foi elevado pela arte). 


Opiniões em https://www.goodreads.com/author/show/5816236.Carla_M_Soares

Devia ter lido mais? Claro. Li pouco e nem sempre com vontade, e nem posso culpar a pandemia: o período de total confinamento, apesar de muito trabalho, foi o mais profícuo em leituras, e sou naturalmente introvertida, o que significa que as contenções não me causaram a desesperança que muitos sentiram. Se houve outras razões para ela? Seria tema para uma publicação que provavelmente não vou fazer.

Tenho uma pilha crescente, que espera vez e espera mais vontade. Vamos ver se 2021 traz alguma destas coisas, e se traz algum novo livro meu! 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um ano bom para não fazer balanço

... porque 2015 foi neutro, bastante lento e desinteressante.

Se quiser abalançar-me a isto, devo dizer que:


  • em termos profissionais, como professora, não tem sido um ano fácil. Creio que me queixo de barriga cheia, porque não estou em nenhuma escola de intervenção, a esmagadora maioria dos meus meninos é simpática e, apesar de ter este ano uma turma (muito) mais difícil do que o habitual, ainda nenhum desses alunos me mandou à ***** na minha cara... mas foi ano de concurso extraordinário. Não era suposto haver, e enfrentei-o como sempre: sei que estou bem colocada na lista, pelo que a probablilidade é sempre ficar na escola da minha 1ª opção... mas nunca se sabe, por isso com a esperança vem misturada uma carga de nervos brutal. Tenho 20 anos disto, já não devia ter de passar por este processo regularmente. Fiquei onde queria, isto é, onde estava e tenho estado nos últimos sete ou oito anos. E porque não me dão o lugar de vez, se ele existe e tem sido sempre meu?  Pois. Sistemas. O resto é história... 
  • nos "outros" termos profissionais, como escritora, nada aconteceu neste ano. O Cavalheiro é do finalzinho de 2014, descobri aliás que saiu numa data difícil: já quase não foi considerado nos livros de 2014, porque ainda poucos o tinham lido quando o ano acabou, e não é considerado nos de 2015 pelo motivo óbvio de não ser de 2015. Enfim. Tem feito o seu caminho, nem brilhante, nem apagado. Comecei a escrita de dois livros, O Coração Quente da Terra e O Ano da Dançarina, não terminei nenhum, nem sequer terminarei a enésima revisão do A Grande Mão.  No entanto... enviei a primeira metade à editora, infelizmente com bastante convicção de que será recusado, pelo género. Enviarei depois para outras, mas também sem grande esperança. Não posso, pois, dizer que algo tenha sucedido neste aspecto... Ah, mentira. Consegui alguma liberdade para propor o meu trabalho sem a tramada cláusula da preferência. Isto tem duas faces? Sim. Tem a da liberdade e tem a do desinteresse da minha primeira editora por mim. No entanto, esta face mais negra não é nova, pelo que me alegro pela outra. Estive num encontro maravilhoso na Feira do Livro, promovido pela Marcador, que neste momento é (e não é) a minha nova editora... Dei também uma entrevista que muito me surpeendeu, No Palavra de Escritor (deus meu, que estranha estou!! De facto, a TV engorda, o que não quer dizer que esteja magrita...), e uma pequenina na rádio, no À Volta dos Livros... estava rouca!
  • como leitora... ano fraquinho em números. Ou talvez não. Talvez tenha simplesmente lido demasiada coisinha leve no kindle, que nem classifiquei no GR e esqueci quase de imediato.  Segundo o GR, foram apenas 18 os livros que li (mentira), e, de entre eles, dei 5 estrelas a As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino (maravilhoso!), O Céu é dos Violentos, de Flannery O'Connor (divido-me quanto a este, mas tem imagens que se me agarraram à memória, ainda hoje dei por mim a pensar numa), O Relatório de Brodeck, de Phillippe Claudel, e O Tango da Velha Guarda, de Arturo Perez Reverte (Reverte é um velho amor...). De entre portugueses, li A Filha do Barão, da Célia Correia Loureiro, os dois primeiros "espiões", o Português e a do Oriente, do Nuno Nepomuceno (ando a ler o terceiro) e Uma Outra Voz, da Gabriela Ruivo Trindade. Gostei particularmente deste, mas dei quatro estrelas aos outros também, porque todos são belos livros. Na fantasia, destaco End of Days, de Susan Ee, o último da trilogia Angelfall. Quase, quase lhe dei as cinco estrelas...
  • conheci Barcelona no Verão, mas infelizmente não me apaixonei como esperava...
  • pessoalmente... não sou dada a discutir a vida pessoal aqui, nem o farei. Está igual a si mesma. Ponto final. Posso talvez dizer que estou numa paz relativa, aquela que me é possível, com o dia a dia de mãe de teenagers, professora... e escritora sem fama nem tempo!

Feito o balanço... que não ia fazer, porque detesto sentir-me parada (que foi o que estive este ano), devia desejar Bom 2016... mas creio que guardo isso para amanhã. Por hoje... estou um bocado balançada. Vou tomar café que resolve. 


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Balanço férias

Em véspera de retorno ao trabalho, talvez se justifique um balanço das férias.

Tinha as seguintes perspectivas:

  • apaixonar-me por Barcelona, nos 5 dias que lá passei;
  • descansar muito, em casa e sobretudo no campo, onde estive também 5 dias;
  • escrever desalmadamente, de modo a deixar o No Ano da Dançarina perto de estar terminado;
  • ler bastante.


O resultado foi:

  • não me apaixonei por Barcelona, o que me deixou muito triste. Bela cidade, mas... post aqui.
  • descansei muito e bem! Os 5 dias no campo foram fantásticos, com muito sol à beira da piscina e nenhuma preocupação, em relax total.
  • a escrita... não aconteceu, foi acontecendo; na semana passada, decidi que precisava de dar um agrande volta ao enredo, começá-lo noutro ponto no tempo (dois meses mais tarde), o que, num romance de época, implica grandes reformulações. Consegui reescrever o início, o que implicou mais umas 40 páginas. e ando agora a replanificar... isto é uma palavra? Ando a reformular o plano e a montar o puzzle dos capítulos já escritos, com reescrita e escrita de novos pelo meio. No que eu me meti! Acho que, refeita a planificação e antes de avançar, vou ter que pedir a alguém que me leia o plano e as primeiras... vá, 60 ou 70 páginas, para ver que tal. Há voluntários?
  • Quanto às leituras, li menos do que tinha planeado, mas, fazendo a lista, um pouco mais do que pensava. Então:


Livros físicos:






Fiz bem as minhas escolhas... é de dizer "poucos, mas bons". Muito, muito bons, Falta-me ainda fazer a opinião do último. Li ainda os contos todos de:

Desassossego da Liberdade


Só não cheguei ao A Espia do Oriente, que levei comigo para férias. Provavelmente será a minha próxima leitura.

Ebooks:
The Rosie Project, Graeme Simsion
The Unleashing, Shelly Laurenston
Castles in the Air, Christina Todd
Playing for Love at Deep Haven, Katy Regnery
Shards of Hope, Nalini Singh
Vampire Most Wanted, Lyndsay Sands

Para os ebooks contribuiu muito o facto de não apreciar montanhas russas, pelo que me fartei de lê-los no Port Aventura, enquanto a família andava de cabeça para baixo. 

Todos estes desapareceram da minha estatistica para este ano no GR, sabe-se lá porquê... como tal, não sei se li ou não mais destes livros de entretenimento! Destes, só não gostei realmente do Playing for Love, que achei um tédio repetitivo, porque todos os outros cumpriram muito bem os objectivos: relaxar e divertir. The Unleashing e Shards of Hope são de duas das minhas autoras de paranormal favoritas, por motivos diferentes: a Shelly faz-me rir (e já agora, a Lyndsay Sands também, só por isso é que leio) e a Nalini inventou um universo que me interessa.

E pronto. Com o regresso ao trabalho amanhã, já me daá a vontade de escrever e ler e as outras coisas que serão, decerto, um pouco mais difíceis...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Se é para balanço, balancemos...

... esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda-direita... 

Direita... esquerda...Comecemos então pela família, que está bem e se recomenda e adquiriu mais um membro, quiçá o mais bonito de todos nós: a Pepita!

A nossa favorita está agora em convalescença da esterilização, que, segundo a cirurgião, no caso dela era essencial (coisas hormonais que não vou fingir que entendo!) Anda de corpete, o que com o frio que está nem calha mal.






Esquerda... direita... Passemos ao que aqui importa, porque este é um blogue de livralhada: foi um ano de altos e baixos. 

Como leitora, não foi mau, ainda que tenha lido muito menos do que no ano passado. Diz o GR que foram apenas 27 livros, o que não é verdade, porque nem sempre "conto" ao GR os meus pecadilhos. Li uns quantos guilty pleasures que me satisfizeram momentaneamente, mas não classifiquei e já esqueci. No seu conjunto, devo ter lido pelo menos mais uns dez livros do que anuncia o GR. Isso importa? Nadinha. Importa que li muita coisa boa, imensa coisa mais ou menos e tenho uma pilha crescente de pequenas maravilhas por ler. Parece que dei 5 estrelas a apenas 4 livros:






Neste momento já não sei dizer porquê só estes, há uns quantos nas 4 estrelas que, à distância, sei que adorei: Tales of Ordinary Madness, O Último Cabalista de Lisboa, Angelfall... Também desisti de dois ou três, e pelo menos um deles não sei porquê... Estou neste momento a ler A Filha do Barão, que avança com lentidão por motivos que em nada se prendem com o livro, de que estou a gostar bastante, e que portanto já não termino este ano. Será o primeiro de 2015.

Esquerda... direita... Como autora... que ano! Que raio de ano!

Este foi o ano em que apostei num novo formato, o ebook, e, embora sem problemas com a editora e menos ainda com o livro, que foi apreciado por quem o leu, compreendi que esta era uma aposta para a qual não estava preparada. Sinto ainda muita falta do livro físico, de poder senti-lo nas mãos, virar as páginas, assiná-lo, oferecê-lo. O livro está-me no coração, mas foi pouco lido...  Podem espreitar as opiniões de quem leu.

Foi o ano, pois, em que quase desisti - não da escrita, seria impossível - mas de tentar alargar o círculo dos que me leem. Ou seja, da publicação de livros.


Pelo meio ainda tive sessão de autografos na Feira do Livro (do Alma Rebelde), que, apesar da excelente companhia do Paulo M.Morais e da Sofia Teixeira, não chegou para me animar. 

Esquerda... direita... Surgiram ainda projectos interessantes: 


Integrei o NAU, do qual tenho já aqui falado muitas vezes. Espreitem o blogue, que os autores são bons. São bons autores e ainda melhor gente! Nem sempre os encontros pessoais são possíveis, cada um com as suas rotinas, mas estamos à distância de um clique e conseguimos dois belos jantares juntos (quase de trabalho, vá) e uma tarde fantástica com a Roda dos Livros. Tem sido, por muitos motivos, nem todos bons, um projecto de arranque lento... Mas devagar se vai ao longe, não é verdade?  

Fui também convidada pela Sofia Teixeira a participar com um conto, coisa nova para mim, na colectânea de aniversário do blogue Morrighan, Desassossego da Liberdade, ao lado de autores como Pedro Medina Ribeiro, Manuel Jorge Marmelo, Luís Rocha, Nuno Nepomuceno e Samuel Pimenta, e ainda dois convidados especiais vindos do mundo da música, Noiserv e Guillermo de Llera (Primitive Reason). Só sai em 2015, mas com o conto entregue e os concorrentes selecionados, está semi-feito para mim. A seu tempo teremos o produto. A seu tempo talvez tenhamos também mais contos, como o da colectânea ou este, de Natal, escrito para o Crónicas de uma Leitora.

Direita... esquerda... Não sendo de desistir facilmente, já o ano estava quase no fim tive a minha recompensa - nova editora, a Marcador, e novo livro... sim, ainda é novo, saiu este mês. Foi um processo relâmpago, que me deixou em alvoroço algum tempo, a correr para que tudo ficasse pronto, e depois me atirou para andanças novas e aflitivas (e divertidas!), como o anúncio para a RTP...



Depois disso, o lançamento, doente e quase sem voz, o que esqueci completa e rapidamente com a companhia de excelentes amigos e algumas surpresas deliciosas. Foi acolhedor e muito bom. O livro, de que tanto gosto, tem suscitado curiosidade e quem o tem lido e opinado no GR tem gostado, o que me deixa muito feliz e com alguma esperança. 

Houve um belo "Chá de Livros" na minha escola, com muitos goodies doces para celebrar o Natal e o Cavalheiro e Gago Coutinho (também esteve presente a biografia escrita pelo meu colega Rui Costa Pinto) como estrelas da companhia. Para o que mais vier, cá estarei!

E pronto, esquerda... direita... está feito! O ano, que começou tão negro, foi-se portanto iluminando aos poucos, o suficiente para me animar a escrever o próximo, que já tem enredo (vá, o principal) e pesquisa feita, mas ainda não chegou à meia centena de páginas. Pudera, ocupo-me a fazer balanços em vez de escrever! 

Para o próximo ano, vou repetir os meus desejos de sempre, à cabeça dos quais nem sequer estou eu, mas a prole. Sabe quem a tem que vem sempre primeiro... Algures pelo meio estarão os livros... 

E para todos um EXCELENTE 2015!

sábado, 6 de setembro de 2014

Balanços e pausas

Isto de fazer anos tem muito que se lhe diga, sobretudo quando já são uns quantos. 

Olho sempre para a frente, "há sempre amanhã" é omeu lema de vida, mas por vezes também é preciso olhar para trás e fazer um balanço. Concluem-se coisas, às vezes importantes, com influência no que vamos fazendo.

Pouca coisa correu bem neste ano que passou. Não houve nada de grave, felizmente, estamos todos de saúde, temos emprego, os filhos passaram de ano e concluiram os seus ciclos, estão grandes e lindos, mas foi um ano confuso, cansativo e cheio de dúvidas em quase todas as áreas da minha vida. Declarei-lhes guerra, decidi coisas importantes e estou a fazer reboot numa série de aspectos, com a minha vida pessoal a tomar por fim um bom caminho, o início sempre trabalhoso do ano lectivo e a necessidade de definir um percurso nesta coisa das escritas, agora que estou convencida de que o meu A Chama ao Vento, um bom livro, está infelizmente meio-morto. Há mesmo necessidade de travar tudo um pouco e respirar. Tenho a impressão de que  não o faço há muito tempo e não me permito ser feliz. Acabaram-se as tonteiras, acorda mulher, ehehehe! Acabou-se isso, essa não sou eu nem tenho reais motivos para isso. 

Conclusão: o blogue não está fechado, nem digo que não farei nenhuma publicação, mas poderão ser menos regulares. A verdade é que me tem faltado a vontade de escrever, não tenho escrito nada, nem um poema, nem revisto texto, nem publicado no blogue - a não ser o passatempo. A vontade vai regressar em breve, eu sei, basta as coisas voltarem a ficar calmas (preciso de calma e de boa disposição para escrever, mesmo que o texto não seja feliz) e eu aceitar por inteiro certos aspectos do meu percurso literário. 

Entretanto, tenho uns pequenos projectos e vou continuar a participar animadamente no Colectivo NAU, que este mês tem como timoneiro Paulo M.Morais e como livro o seu excelente Revolução Paraíso

Quem costuma cá vir, vá passando. Pode sempre ser que haja qualquer coisa.