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terça-feira, 27 de maio de 2014

PE nos feriados na Feira do Livro, e eu também



A Porto Editora já publicou o seu programa para a Feira do Livro, que já sabem todos nos mergulhará nos mundo dos livros e autores e seus milhares de histórias entre 29 de Maio e 15 de Junho. Sob a bandeira da homenagem à literatura portuguesa, em particular a Fernando Pessoa e José Saramago, a editora tem planeadas várias sessões de autógrafos e outras actividades.


Eu lá estarei, no dia 10 de Junho.

Não conto assinar muitos livros - afinal o Alma Rebelde já tem dois anos e o A Chama... bem, não posso desatar a assinar ipads e tablets! De qualquer modo, marcarei presença ao lado do meu companheiro de NAU, Paulo M. Morais, autor de Revolução Paraíso, para conviver e conversar com quem queira vir dar-me (finalmente) uma palavrinha. Conto convosco, bloguers e leitores, para um momento bem passado! 




Aqui está, PE nos feriados de 10 e 13 de Junho!


Restante programa AQUI.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A novidade da Porto Editora que está por toda a parte

Se não estivessemos em pontos tão opostos dos espectro de sucesso literário (e de valor) que se calhar nem somos do mesmo mundo, diria agora que sou "colega" do ilustre. Não me atrevo, apesar de partilharmos, seja por muito ou pouco tempo, a mesma editora... 

A Porto Editora está de parabéns pela aquisição, a obra de Saramago vai ter decerto a atenção que merece. 

Aqui fica: 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Melhor & Maior Empresa no Setor da Edição...", a PE, editora do meu livro

Ninguém me pediu que o fizesse, nem tenho parceria, mas creio que me fica bem divulgar que a Porto Editora foi ontem considerada a "Melhor & Maior Empresa no Setor da Edição, Informação e Artes Gráficas", pela revista Exame (como visto aqui, por exemplo), pela sexta vez desde 1996.  

O prémio foi atribuído "com base na avaliação feita ao desempenho empresarial, este prémio constitui um reconhecimento da estratégia seguida para enfrentar a crise particularmente difícil que se vive."

É um prémio económico e empresarial para estratégias que passam por reforçar a área literária (com nomes importantes nacionais e internacionais, diga-se), os negócios externos, com Angola e Moçambique, e a área da venda digital. No digital, parece que ainda há o que fazer, se bem ou mal, logo se verá.





Embora neste momento não seja uma autora inteiramente feliz, sempre vai sendo a minha editora, com ela publiquei o Alma Rebelde e o que mais se verá. O futuro ainda está por chegar. 

É bonito dar os parabéns. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mais um morador

graças à generosidade da Porto Editora que, não fazendo parcerias (eu também não) de vez em quando acede a enviar algum livrinho muito desejado.


Tinha lido o primeiro e achado uma certa piada. Opinião AQUI.







 
Não podia resistir ao segundo, pois não? E porque me foi gentilmente cedido, mais um que passa à frente da fila, e entra na calha logo a seguir ao A Cornish Affair... à velocidade a que este affair segue, não tarda nada estou ler

 
Nota: acho que posso deixar de publicar e abandonar este monster nas mãos da minha filha - o post com a opinião dela foi o mais visto de sempre por aqui, quase 300 visualizações em dois dias!! Tenho que repensar seriamente o interesse e existencia deste blogue. LOL.

sábado, 25 de maio de 2013

Revolução Paraíso - Paulo M. Morais

Para conseguir opinar sobre este livro, preciso de analisar duas vertentes. A primeira, a da pesquisa e informação histórica, a segunda mais directamente relacionada com o desenvolvimento da história. E talvez deva referir ainda um terceiro aspecto, o equilíbrio entre as duas.

A pesquisa é extensa, profunda e muito detalhada.  Ou melhor, o resultado da pesquisa apresenta-se assim no livro. Chega ao ponto de conhecer o que se pinchava nas paredes de Lisboa na época. Divertido. Temos uma parcela recente da história de Portugal de que talvez só agora se tenha  distanciamento suficiente para se poder falar devidamente, retrada aqui de forma pormenorizada, com as suas voltas e reviravoltas, os acontecimetos políticos e nas ruas, discursos, opiniões, vertentes. É, de certa forma, o ponto forte do livro - mas é também o seu ponto fraco, por motivos que explico adiante. O autor, que é jornalista, está de parabéns pela pesquisa cuidadosa e pela exposição de uma época que já sabia confusa...mas me parece agora ainda mais. Não consigo sequer imaginar a quantidade de fontes, documentais e outras, a que terá recorrido para este seu trabalho e, confesso, quase lhe invejo a possibilidade. Com um sorriso, claro.

Quanto à história do livro, a da Gazela Atlântica e das personagens que nela e à sua volta se movem, tenho opiniões divididas. As personagens, velhos espigados, prostitutas, proxenetas, revolucionários irritadas e toda uma sorte de outras criaturas, são  pícaras, de inspiração em Eça, muito interessantes, e que proporcionam momentos de grande inspiração. O Cais do Sodré é um local curiosos para integrar esta história, provavelmente mais interessante do que a maior parte dos locais em Lisboa. Embora tenha sido jovem mais tarde, nos anos 90, reconheço os nomes de alguns bares (o Jamaica, por exemplo) como locais que a juventude procurava muito de vez em quando para uma noite de copos e música. O pessoal da minha idade saberá do que falo.
 
O Sotão das Delícias e Eva funcionam bem como metáfora e, até a política tomar definitivamente conta dele, representava o ponto mais intrigante. Levei algum tempo, como decerto era intenção do autor, a perceber. Não digo o quê, evidentemente, vão descobrir! Também são interessantes as dinâmicas na revista e na rua, segui com enorme prazer todas as partes, muito bem escritas, em que a intriga se desenvolvia.  Gostava realmente de ter visto mais história, mais das personagens, mais da relação entre eles, e de forma mais directa quando o assunto não era política, mais emotividade, para poder relacionar-me com elas com mais intensidade.  
 
Ainda que a revista se chame Revolta, e esteja portanto relacionada com o 25 de Abril, tive por vezes a impressão de que, em certos momentos, personagens e acontecimentos eram afogados nas referências histórias, esquecidos em prol das reviravoltas históricas. O autor encontrou mecanismos eficazes (por vezes mais, outras menos) para inseri-las, mas alguns pormenores poderiam ter sido preteridos em favor de mais envolvimento das personagens.  Talvez tenha sido a vocação jornalistica do autor a "puxá-lo" para esse lado, que vai tornar o livro muito interessante para todos os que estão curiosos com a época, mas um pouco mais difícil de seguir para o publico em geral. Eu, que gosto, aqui e ali vi-me a pensar "Vá lá, , deixa lá o Otelo" (e os outros).  Aconteceu principalmente nas últimas páginas em que, depois de um acontecimento emocionante, e resolvido o 25 de Novembro de 75, esperava seguir apenas os destinos das  personagens, mas ainda houve um pouco mais de narração dos acontecimento Históricos - do que se disse na rádio, nas revistas, etc.
 
Em resumo, excelente pesquisa e muito boa escrita, boas personagens, cariz marcadamente histórico. Precisava apenas de um pouco mais de equilíbrio entre intriga e informação.  Estou certa de que, depois desta estreia auspiciosa, o autor terá muitos e bons sucessos.
 
Agradeço à PE esta leitura.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"Autores que nos unem": programa da PE para a Feira do LIvro

 
 
Começa no dia 23 de Maio a Feira do Livro de Lisboa! É um dos momentos em que Lisboa se anima, ou se animam os leitores de Lisboa.
 
 
 
 
Já é conhecido o programa da Porto Editora que, por motivos óbvios, me interessa muitíssimo! Vejam o dia em que lá estarei! Já viram a companhia maravilhosa que vou ter? Queridos leitores, que medo me dá de por lá ficar abandonada!   
 

 
No último dia de Feira, Dorothy Koomson, José Eduardo Agualusa e Luís Miguel Rocha recebem a companhia de Carla Soares, Golgona Anghel, António Brito e João Céu e Silva. Será que José Luís Peixoto aparecerá?
 
Vejam aqui o restante programa.


 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Não será exactamente uma parceria

mas mais uma colaboração.
 
A Porto Editora (a minha editora!) vai enviar um livro ao monsterblues, de vez em quando, para uma opinião que, prometi... avisei... enfim, que lhes disse que seria sempre honesta.
 
O primeiro será, em princípio, do escritor estreante Paulo M. Morais,
Para já, fica a divulgação. Vamos ver se o livro vem e se é rápido.
 
Sinopse
Alternando realidade e ficção, um romance que nos transporta aos agitados dias da pós-revolução: o retrato de um país que, entre o PREC e as eleições livres, procura um novo rumo.
Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado.
O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré.A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta, agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar.
Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos. Nada foi igual na vida da "família" Gazela Atlântica após o 25 de Abril.