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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Bem Vindo, Setembro?

Setembro é o mês de todas as coisas. Mais ou menos.

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Não, os meus alunos não me oferecem maçãs. Nem apples.
Dia um, hoje mesmo, foi dia de regresso à escola. 

Entre esta data e o início das aulas, o trabalho costuma ser confuso - muitas reuniões, muitas preparações de grupo e individuais - e a expectativa grande: não tenho escola nova, pelo menos este ano, mas que turmas terei? Quantas? Como será o meu horário? Serei directora de turma mais uma vez? Gosto de preparar-me devagar para receber os alunos, ir elaborando o meu livro do professor (porque não costuma haver nenhum à venda com tantas turmas como as que tenho quase sempre), com as listas de alunos, etc, para ir mergulhando aos poucos no espírito da coisa e na esperança de, ao menos este ano, me manter organizada. Já era assim em miúda, grande entusiasmo com os cadernos e livros antes de começar, três semanas depois já tinha rabiscos por todo o lado e organização nada. Tenho a cabeça organizada, já não é mau, mas se, com o cansaço, me falha... Bom, seja como for, nada disto será possível. Horários, é provável que se distribuam só dois dias antes de começar. Saber que turmas (novas) tenho... veremos. Mas, ao contrário de tantos com quase tanto tempo de serviço como eu, sou ao menos QZP e, porque sou velha nisto, tenho a mesma escola há vários anos/concursos, pelo que a sinto como a minha escola e sabe bem ver que está renovada, chão, janelas, pintura, em breve cadeiras e mesas novas também. E é muito bom reencontrar as colegas que já são amigas e pôr a conversa em dia!

Resultado de imagem para 45Também é o mês do meu aniversário, mas a cada ano me parece mais e mais que devia começar a fazer anos para trás! Por vezes apetece-me celebrar, afinal chego aos 40 e... (vá, são 45, não tenho vergonha) com algumas coisas boas na bagagem. E quem sabe se chego a outro aniversário? Mas depois dá-me a preguiça e o sindroma de "bicho-do-mato" e não quero festas. Mas quero um dia fantástico sem mexer uma palha, o que não vai suceder por inteiro, porque tenho trabalho. Ao menos um jantar-surpresa nalgum lugar fantástico? *wink*wink


As outras coisas que tenho esperança de ver assentes e concretizadas este mês ficam no segredo dos não-deuses, para não agourar. São importantes para mim e, espero, terão produto nos primeiros meses do próximo ano. Sim, escrita e livros e afins. Entretanto, vou estar na Festa do Livro em Belém no Sábado, dia 3, pelas 18h, com a Marcador, claro - espero visitas! - e antes disso, já amanhã, pelas 14.05, há de passar na Sporting TV o programa Sofá Verde, onde fui falar do Cavalheiro. Tenho mesmo curiosidade em saber se pareço os 45 que ainda não fiz, mas vou fazer já, já, e se gesticulei tanto como de costume! 


Com tudo isto, não sei se hei de dizer BEM VINDO, SETEMBRO, ou de cantar, como os Green Day


terça-feira, 17 de maio de 2016

Açucar e Viva - na Madeira

Não há nada de melhor para um escritor do que sentir que o seu livro foi apreciado e proporcionou a alguém uns belos momentos de escape e/ou reflexão. Para quem está longe de ter o sucesso (ou até nova publicação) como coisa garantida e por vezes desanima*, é realmente relevante.

Vou recebendo esse feedback por muitas vias. Estas souberam-me muito bem.

A Sandra Sousa, do blogue Mil Estrelas no Colo, leu recentemente o meu O Cavalheiro Inglês. Ainda está vivo, afinal!

Fiquei muito contente por saber que gostou.  Recomenda-o agora, na revista online Açúcar


e na sua mais recente participação no Madeira Viva! (aqui)

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É no  MADEIRA VIVA LEITURA . 
A Sandra fala a partir do minuto 33. 
Sobre o Cavalheiro, aos 38 minutos.

Os meus agradecimentos à Sandra!



*uma notinha: "desanima" de publicar, não de escrever. Como tenho dito, isso farei sempre, é-me essencial!




quarta-feira, 27 de abril de 2016

Jessica Jones ou O melhor herói é o anti-herói. Ou heroína.


Quando, há meses, ouvi falar desta série, o meu entusiasmo foi imediato. Sou grande fã de fantaia, fantástico e ficçao cientifíca, e muitas vezes os super-heróis vão buscar um pouco a cada um destes géneros. 

Tratava-se, antes de mais, da Marvel, o que me pareceu prometedor. Não morro de amores por todos os heróis ou filmes com origem na Marvel - os filmes do Quarteto Fantástico são terríveis - mas gosto de muitos... do que eu não gosto, é do Superhomem, e esse é DC! 

A protagonista desta série surge-nos, desdo o início, como uma figura quebrada, uma detective rivada que fotografa encontros adulteros para casos de divórcio, com um passado sombrio que a leva a não dormir e a beber demasiado, uma porta de entrada partida, um vizinho viciado em drogas, outros dois que discutem permanentemente, uma amiga famosa com quem não fala há muitos meses e uma estranha fixação pelo empregado de um bar, um tipo enorme, negro, bonito, cujos encontros ela vigia. 


Dessa premissa, desenvolve-se uma interessantíssima série dentro género, com um enredo sólido, personagens com densidade e vida própria, credíveis nas suas características particulares e no seu crescimento, a possibilidade de uma história de amor (ou quase) sensual e obscura, nascendo em cima de cicatrizes, segredos que se vão conhecendo aos poucos, na medida exacta, um vilão de se tirar o chapéu - de côco, por ser tão impecavelmente british - com mais do que vilania e um poder muito convincente, pun intented, e a heroína, cujos poderes também vamos conhecendo aos poucos e que, ainda que a façam extraordinária, nunca se sobrepõem à sua extrema humanidade. Jessica Jones não é uma heroína, é o anti-herói cuja natureza conduz ao desejo de proteção dos indefesos, mas que resiste, até ser forçado a agir como herói, par sua salvação e dos outros. É solitária, mal-humorada, brusca, dedicada, leal, insegura, apavorada, corajosa, cheia de falhas, sombras e cesuras.


Fica um elogio à actriz principal, que eu conhecia de um ou dois episódios da série Apartment 23 e tinha muita dificuldade em imaginar no papel. Fica, ainda, uma nota ao fantástci tom de film noir, a lembrar as histórias de detectives dos anos 40, com o seu cunho trágico e a impressão de fatalidade.


Vai custar-me a esperar por uma nova season, para a qual não está ainda prevista uma data. 


sexta-feira, 3 de maio de 2013

A propósito de Da Vinci's Demons

que estou a acompanhar com gosto aos Domingos, lembrei-me de certo livro que me foi apresentado recentemente.  Este:
 
 
Querem umas belas gargalhadas? Então observem as maquinarias infernais que Da Vinci inventou para as cozinhas, maquinetas capazes de moer um cavalo inteiro, por exemplo, e as suas consequências caóticas - bicharada na cozinha, 20 cozinheiros em vez de 2, fumarada por toda a parte...
 
Melhor ainda? As regras de boa educação a seguir por todos à mesa do seu senhor! Sabiam, por exemplo, que é falta de educação ter animais de estimação sobre a mesa, mesmo que sejam galinhas ou cobras?  Ou que não devem limpar a faca à roupa de quem estiver ao seu lado?  Leiam, se conseguirem descobri-lo, vale a pena.
 
Quanto a Da Vinci's Demons, vê-se com gosto mas não é uma biografia séria. Não duvido que Da Vinci, o maior génio de sempre aos meus olhos, fosse tocado pela dose de loucura que se mostra, e estão lá a época histórica (os Médici, os Sforza, o papado) e os seus conflitos, e também as maravilhosas invenções e estudos de Da Vinci, mas há um lado aventuresco que predomina que é bastante divertido. A imagem é bonita, embora nem sempre natural, e é lindíssimo ver nascer os desenhos e planos, em movimento, da cabeça do génio.