Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Marissa Meyer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marissa Meyer. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cress - Marissa Meyer... sim, é uma review


Quem gosta de recontos de contos de fadas futuristas para YA 
vai gostar desta série. Quem desdenha, nem lhes toque, vai detestar. Estes são simples mas bem pensados e bem escritos, num ambiente distopiano que, para mim, que sou apreciadora de fantástico e FC, já aqui tenho confessado muitas vezes o meu gosto por recontos, e não tenho preconceito contra esta literatura para jovens, se bem escrita, são uma delícia relaxante. Os volumes, que não faço ideia se serão grandes ou pequenos porque os leio no kindle, consomem-se rapidamente  e, ainda que a história não seja feliz, é uma história de domínio e jovem rebelião, é bem disposta. Cress ajudou-me a relaxar.

Neste volume da semi-distopia já sabemos que lunares, cyborgs, androids e humanos coexistem, sem grande amor ou respeito uns pelos outros, no espaço terra-lua. Já sabemos que a epidemia de letumosis só pode ser travada, para já, pelo antídoto dos lunares e que Levana tem exigências, a que o Imperador da Commomwealth, o demasiado jovem Kai, se prepara para ceder, para obter a cura e evitar uma guerra que a Terra não poderia ganhar. É de lembrar - os Lunares têm poderes...

O título aponta para Cress (Crescent Moon), Rapunzel hacker presa há vários anos, desde a infância, num satélite, de onde serve Levana. Só que não serve. Da sua posição privilegiada, a jovem solitária prova que não é burra nem cega ou fácil de dominar e ajuda secretamente Cinder. Não adianto para não estragar. A história fala dela, e há, claro, uma pequena história de amor entre ela e um ladrão-herói, mas, como nos livros anteriores, esta está tão bem diluida nos acontecimentos que se se trata, na verdade, de acrescentar (personagens, histórias) à história central, de encontrar coadjuvantes e outros que não sabemos bem se o são. A intriga principal continua  a sê-lo, e todas as personagens têm papéis centrais, personalidades vincadas e próprias.

O ritmo é excelente, saltando de personagem para personagem, ou de local para local, conforme acompanhamos os acontecimentos em vários pontos diferentes. Seguimos Cress no satélite e depois Cress e Thorne no Sahara, seguimos Kai no Palácio, Levana na Lua e no Palácio, Cinder e os restantes na Rampion e depois no Sahara, o Dr. Erland no Sahara, Scarlet na Lua... muita dispersão? Não. Só minha, que me desabituei de escrever opiniões, sobretudo opiniões sem SPOILER...

Vou, pois, esperar com paciência pelo próximo volume, Winter, e ler a saga até ao fim. Embora a história me pareça longe de terminar, eu, que detesto sagas deste tipo, que não concluem em cada livro uma história, vou ficando à espera do próximo, para ver Cinder-Selene ganhar a guerra contra a rainha má Levana e ser feliz para sempre. 

E com esta, será que regresso às reviews? Pode ser que me inspire... mas duvido. 
   

domingo, 28 de abril de 2013

Scarlet - Marissa Meyer

No primeiro volume desta série, Cinder, encontrei muitas das coisas que aprecio - a adaptação em modo SCF de um conto de fadas de que nem gosto particularmente (Cinderela, claro), uma escrita simples e dinâmica, personagens que se podem amar e odiar, como compete neste tipo de história - e coisas de que não gostei... essencialmente o facto de ser uma série em que, até ao último volume, o destino da protagonista está em suspenso, e terminar num cliffhanger. Detesto-os, mas reconheço que resultam, se o resto do livro nos interessar. Cinco minutos depois estava na Amazom.com, a comprar e descarregar Scartlet. Por opção não o li logo, tinha até intenção de guardá-lo para mais perto da data de lançamento do próximo livro. Once bitten, twice shy, estava mesmo a ver que este também ia deixar-me em pulgas, e queria diminuir a espera. Mas um dia destes estava na rua, sem nada iniciado no kindle... Não resisti, não é só a carne que é fraca.
 
 
E o que encontrei? Uma versão fresca da história absurda do Capuchinho Vermelho, que em Scarlet é tanto um hoodie vermelho como uma cabeleira ruiva, e é também o nome da dona de ambos. Entramos na história já a avó desapareceu, mas os "caçadores" (leia-se as autoridades) nada fazem. Diga-se que esta é uma avó cheia de segredos. Em cena entra um jovem perigoso e jeitoso chamado  Wolf, também ele com segredos, e a sua alcateia... se lhe podemos chamar isso. Scarlet não quer senão encontrar a avó, mas reentram Levana, the evil Lunar Queen, e os seus algozes, Cinder com o seu androide convertido em nave, e um sidequick interessante chamado Thorne, o jovem imperador Kai, sentimentos que não de viam ter aqui lugar mas têm, claro, e já estavamos à espera deles, e um princípio de guerra.
 
Claro que nada será simples, nem deve ser, a não ser a escrita, cuja naturalidade funciona muito bem aqui. Há muita acção, diálogos engraçados, sentimentos de confusão e perda que são naturais, um ritmo excelente, bons avanços na história geral e algumas explicações sobre a ciência por trás de Cinder e de outros personagens, e o livro lê-se a correr. Adora-se umas personagens, detesta-se outras. Detesta-se mesmo, visceralmente, como se deve detestar o Mal nos contos de fadas. Se demorei, a culpa não foi do livro, mas do meu cansaço. 
 
Claro que a história não termina aqui (grrrrr...), mas este livro oferece um pouco mais de closure, porque, embora se prometa a presença de todas as personagens no próximo livro... YEY, elas voltam! Adorei a Scarlet e o Wolf. Lamento se há aqui um pouquinho de spoiler, mas não é nada que, mesmo com todas as surpresas, que as há, não se vá prevendo ao longo do livro! Mas retomando. Mesmo com as personagens a prosseguir, pelo menos há uma espécie de fim.
 
Senti falta, nesta história, de um pouco mais de sensualidade, tendo em conta a ruiva e o lobo, mas suponho que, dado o intervalo temporal - uma semana, talvez -  o ritmo dos acontecimentos e talvez o pr+oprio tom e intenção da história, não fizesse muito sentido. Há algum romance, e pelo menos não é como em tantos filmes de perseguição, em que os protagonistas, conhecendo-se há 24h e com os terroristas nas canelas, lá arranjam tempo e modo para uma rapidinha. Enfim. Assim é melhor.
 
Resta-me aguardar pelo terceiro livro (Cress) com a Rapunzel no Sahara, que é para 2014 e pelo quarto (Winter) que, suspeito, vai demorar e envolverá uma jovem pálida com um gangue de sete malfeitores de bom coração e, quem sabe, o princípe de outra nação da Terra. Uma coisa já sei: vai ter lugar na lua. De resto, veremos se tenho razão.