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sexta-feira, 24 de março de 2017

O Dançarina na Wook

O Ano da Dançarina está em pré-venda na wook, com os 10% de desconto da campanha de lançamento!

Echegaram à editora os primeiros exemplares impressos, em que só vou poder mexer na segunda feira, e ver se estão tão bonitos como parecem!

Para a Wook, aceder AQUI.



quarta-feira, 22 de março de 2017

É com grande prazer que vos apresento...

(e uma certa dose de nervosismo... e a agradecer comentários)

RUM -TUM -TUM -TUM...

RUM -TUM -TUM -TUM...

RUM -TUM -TUM -TUM...

TCHANAM!!



Sinopse

TODAS AS FAMÍLIAS TÊM UMA GRANDE HISTÓRIA

No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente Francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e pela agitação social e política.

Mas o regresso não é o fim do seu conflito. Nicolau vê-se confrontado com umaantiga relação com Rosalina, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista: enquanto o irmão César dirige os negócios da família, a extraordinária Bernarda, sua irmã, luta por uma carreira na Imprensa num tempo em que as mulheres nem sequer podiam votar. Já Eunice, a irmã mais nova, anseia por se juntar às Damas Enfermeiras portuguesas na Frente. Rodeado pelo amor da família, Nicolau procura recuperar dos traumas que a guerra lhe deixou no corpo e no espírito.

Porém, esta não será a sua luta mais dura. No final da Primavera, o primeiro surto de gripe espanhola assola o Mundo e, em pouco tempo, também Portugal. E Nicolau e os Moreira Lopes vêem-se no centro do pesadelo que enegrece o País. Enquanto a guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e a perda, e Nicolau conhece um amor inesperado e trava as suas batalhas contra a doença e os próprios fantasmas.

Este é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal. Um livro que relembra os clássicos e nos transporta para um período de grande mudança, que deixou profundas cicatrizes na psique coletiva e que, nestas páginas, ganha vida através da inesquecível família dos Lopes Moreira.

A 5 DE ABRIL NAS LIVRARIAS! 

terça-feira, 21 de março de 2017

raíz de pedra

parou ontem
à beira da linha
do lado de lá o fim da terra
em precípicio
e promessa
estendeu um pé trémulo
quase a atravessou
deteve-se a medo e entendeu
que se suspende
para não incomodar os ritmos do mundo
os sopros dos ventos 
e o bater dos corações alheios
se batem parece
que não bate o seu inteiramente
Parou ontem
mesmo à beira do nevoeiro
de madrugada
quis sacudir-se e viu-se 
puxada por cordas
marioneta
mas
quase dilacerada
arrancada de si mesma
ainda é de pedra a sua raíz
e permanece
eterna

domingo, 19 de março de 2017

Quebra-cabeças

Mas de quantas partes se faz este corpo
para além das partes naturais de um corpo
para além de pernas e braços e tronco
e cabeça assente em cima dos ombros
para além de olhos a espreitar a vida
para além de ouvidos à escuta das vozes
para além de boca que fala e que ama
tantas partes tantas umas invisíveis
cada uma delas ainda dividida
corpo feito então de infindas peças
é quebra-cabeças andando pelo mundo
e é quebra-cabeças dormindo na cama



terça-feira, 14 de março de 2017

Jogo de Lego

combinar as recordações
como peças de Lego
em construções variadas
como se pudesse fazer-se
um passado a gosto
um castelo
três barcos pirata
e arranha-céus
duas torres
muitos arcos numa ponte só
um carrinho sem rodas
uma figura sempre
no meio delas
desmanchar quando quiser
conforme o humor

quarta-feira, 8 de março de 2017

na mulher germina

Uma contribuição modesta para o dia da mulher.


O que floresce
é a arma
sob a forma de dois braços
dois olhos
uma voz
um par de seios
o que floresce na mulher
é a vontade
floração de labuta
floração de branda guerra
flores de amor
talvez
na mulher germina
a força quieta
que não se aquieta





sábado, 4 de março de 2017

Ando a fugir daqui...

porque, com o miolo (quase) pronto, com o nome que quis para ele e conhecendo-lhe a cara, que ainda requer alguma maquiagem, tenho de vencer a tentação de meter os pés pelas mãos e revelar o que ainda precisa de esperar mais um bocadinho. Morder a língua só mais um bocadinho. Posso dizer ao menos que estou a ficar contente com o resultado? É falar demais? 


E fui fazer fotos, para substituir aquelas com que, com quase menos dez anos, andava a enganar os leitores! 


Está quase, quase, tão quase que entrei na fase de expectativa e ansiedade. Não é o primeiro (nem o segundo!), mas bem podia ser. Será que não me acostumo?