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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

AMANHÃ NAS LIVRARIAS!

E é amanhã que está nas livrarias o livro que com tanto gosto anunciei ainda há dias! 

Tem estado em pré-venda na Wook, com uns descontos simpáticos, na Fnac e na Bertrand online, mas amanhã estará ao vivo e a cores nas livrarias tradicionais - e na loja RTP. 

Tremo um pouco, de entusiasmo e temor por este "cavalheiro", que deixará de ser uma sombra nas arcadas e ficará exposto, como tudo o que soltamos no mundo, ao sucesso ou ao insucesso e às opiniões dos leitores. Eu cá estarei para aceitá-las, às boas e às más. 



Se o virem por aí, que tal um clique-clique rápido? Podem enviar-me em mensagem para o facebook do monster para partilhar a imagem do livro no seu escaparate ou, se o levarem para casa, onde vos apetecer! 


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Por fim, o livro!

Cá está ele, O CAVALHEIRO INGLÊS!!


Está de volta, em papel e com o seu título original, 
e nova editora, a Marcador, que tanto aposta em novos autores nacionais. 
No dia 2 de Dezembro estará disponível nas livrarias. 
Não falta quase nada para que os leitores que já me conhecem e os novos leitores possam lê-lo e
 dizer-me de sua justiça. 

E sim, vai mesmo ser livro RTP de Dezembro!

E a sinopse?, perguntam.
Faço melhor, dou-vos a contracapa (na esperança de que se consiga ler)!



Estou muito contente com o resultado (obrigada, Marcador) e aguardo ansiosamente as opiniões.
Que vos parecem a capa e a sinopse? Fica alguma vontade de ler aí desse lado?

Muito em breve terei notícias sobre o lançamento, 
onde terei muito prazer em receber quem quiser aparecer e assinar todos os livrinhos que quiserem!


domingo, 23 de novembro de 2014

A importância das imagens


Uma das (muitas) coisas que faço quando escrevo textos de época é procurar imagens que me mostrem os locais que vou referindo, e que em geral conheço na actualidade, como eram mais ou menos na época em que os refiro. Nisto, viva a Internet, preciosa para quem tem o tempo reduzido a quase nada! Faço o mesmo com muitas outras coisas, vestuário, objectos, etc, o que me ajuda a compreender o ambiente, a contextualizar acções, descrições, diálogos.

Várias foram, portanto, as imagens que me foram acompanhando ao longo da escrita do livro que o início deste mês de Dezembro há de trazer, prenda de Natal para mim e quem sabe se para alguns de vós... Estão cansados de me ouvir falar dele? Acredito, mas perdoem-me o entusiasmo, é que falta mesmo um quase nada. 

Espero que este não seja um post cansativo, pois poucas palavras terá. Terá imagens do final do século XIX... 


...de Lisboa, onde os protagonistas vivem, passeiam e se debatem com as suas dificuldades pessoais e políticas.

Rua Garrett, a ganhar protagonismo como local de lazer e trabalho

Avenidas, onde os passeios tinham lugar


Mercado coberto da Praça da Figueira

Estação de Sta Apolónia

Rua do Cais de Santarém, Alfama


... do Porto, ao qual se fará uma viagem inesperada
Colmeia do Barredo

Colmeia do Barredo

Panorâmica do Porto
Praça de D.Pedro

... e de Nova Iorque, onde... não, não digo. 



Porto de Nova Iorque


5ª Avenida

Central Park


nota: Todas as imagens foram encontradas na Internet, em diferentes sites. Se a utilização de alguma aqui ofender direitos de autor, basta um aviso e retirá-la-ei de imediato

sábado, 22 de novembro de 2014

Ellis Island, mais um bocadinho

Enquanto o Dona Maria se aproximava lentamente do seu destino em Ellis Island, onde se detinham todos os paquetes, Sofia contemplou com delícia o perfil dos prédios da cidade americana. Já admirara, à entrada do porto, a estátua de tocha erguida que os franceses tinham oferecido à cidade há quatro anos, pouco mais, para, dizia Robert, celebrar a Liberdade. A sua imponência, porém, rapidamente empalidecera perante dimensão da cidade por trás dela, tão grande que Lisboa, que tanto crescera nos últimos anos, era uma formiga perto dela. Admirava-a, debruçada na amurada, bem abafada na ushanka, era o que Robert chamara ao chapéu de pêlo com formato de bolo que lhe oferecera, e no casaco de lã com gola de pele.
(excerto) 


domingo, 16 de novembro de 2014

O som da Esperança (e as inspirações para a escrita)

Há inspirações maravilhosas também por cá. A protagonista do novo livro tem apreço por elas. Neste caso, Alfredo Keil, pintor e compositor, numa soirée em Monserrate, Sintra. Não tarda nada poderão acompanhar o som com a leitura. 


«Os últimos acordes desse passo particularmente entusiasmante desvaneceram-se lentamente e Sofia, ainda embalada pela música, suspirou de satisfação e abriu os olhos para espreitar as letras douradas do programa que tinha entre as mãos. Espoir, de Alfredo Keil.»



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mais um bocadinho, cada vez mais perto...

Está tão perto, tão perto, que quase lhe sinto a textura e o cheiro. Fica só mais um pouquinho, mas em breve será todinho de quem quiser lê-lo.


    Bolina, o último criado do sexo masculino que lhes restava, que tanto fazia de cocheiro como de mordomo ou de qualquer outra coisa que fosse necessária, surgiu à porta. Pareceu a Sofia, como sempre, mais elegante do que a família merecia, na sua tez morena de espanhol e uniforme impecável. 
   – Menina Sofia, está ali um senhor para falar consigo. – A pronúncia, domada ao longo dos anos, era muito ligeira, apenas um toque cantado na cadência das sílabas. – Não deu o nome, mas insiste em que precisa de falar consigo com urgência. 
    – Manda-o entrar, Bolina. – habitualmente, exigia saber quem era. hoje, parecia-lhe que não valia a pena. Deveria ser alguém da casa do duque, a tentar avisá-la discretamente, antes que a notícia estourasse ou viesse a po- lícia trazer a notícia e fazer perguntas sobre certa discussão. Voltou-se para Fernanda. – Vem dizer-me. 
     – Pode ser que não, menina, não... 
   Calou-a com um olhar. Fernanda sorriu-lhe sem ânimo, as rugas do rosto arredondado mais marcadas nessa manhã, e deu-lhe umas palmadinhas na mão que não a confortaram nada. Perguntou: 
    – Quer que acorde a mãezinha agora? 
    – Não, ainda não. O homem há-de dizer o que tem a dizer e depois logo se vê. – Sentou-se. Sentia-se pesada. – Deixa-nos sozinhos, sim?
    – Menina Sofia, não me parece que... 
  – Deixa-nos sozinhos. – Já não era um pedido. – Este assunto é meu. Deixa a porta aberta, se quiseres. 
   Fernanda franziu os lábios, aborrecida. Estava terrivelmente curiosa e também não lhe parecia de todo bem que Sofia ficasse sozinha com um desconhecido, mesmo que fosse apenas um criado do duque. Mas, enfim, Sofia estava em sua casa, era uma mulher e se a porta ficasse entreaberta não seria inteiramente incorrecto... Suspirou. De qualquer modo, não serviria de nada contrariar a rapariga, quando se metia nela essa determinação de pedra. 
   – A porta fica aberta – exigiu ao criado, quando se cruzou com ele à saída. O homem fez-lhe uma vénia discreta e anunciou: 
   – A sua visita, menina Sofia. 
   Sofia levantou o rosto, pronta a cumprimentar o mensageiro, e paralisou. Os olhos fugiram-lhe para o chão, e lá ficaram. Um, dois, dez segundos decorreram nesse impasse, enquanto Sofia reencontrava a voz. 
   – Fecha a porta, por favor, Bolina – ordenou. Ficou surpreendida ao perceber que o frio que sentia por dentro, o frio do medo e da fúria, transbordava para o seu tom. – Deixa-nos a sós. 


domingo, 9 de novembro de 2014

Um cheirinho do que aí vem



"O irmão encolheu os ombros e desapareceu. Sofia regressou avidamente à leitura. Riu-se um pouco com o relato pícaro do falso roubo de um burrico lá para os lados de Alfama. O dono presenteara a vizinhança com adjectivos como «canalha», «meretriz» e outra gritaria eloquente, segundo se contava com grande proficiência verbal, após o que o caso quase se tornara um linchamento público. O bicho fora encontrado, minutos mais tarde, a devorar placidamente flores de um vaso numa sacada duas ruas adiante. O asno, entendendo-se o dono, fora obrigado a pagar uma compensação à senhora que perdera as suas flores e a pedir desculpas públicas pelos epítetos com que agraciara os vizinhos. 
-– Quem me dera ter visto! – exclamou, virando animadamente a página. 
Espreitou o título que se seguia e arrepiou-se. Um marido ciumento matara a mulher à facada, pensando que ela o enganava. A violência do crime e da sua descrição pormenorizada, oito facadas na barriga e umas quantas no peito, chocaram-na." 

Excerto de ... 

Sai já em Dezembro, com um título muito nacional, desta vez pela editora... Adivinham qual é?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Novembro tem NAU, passatempo e lufa-lufa

Este mês vai ser muito especial.

Vai ser o mês do Alma Rebelde ao leme da nossa NAU. Os vários marujos vão deixar a sua impressão, boa ou má, sobre o livro, vou confessar-me como Proust e alguém há de traçar-me um perfil, vamos lá ver com que pinceladas... com que letras! Com que letras.

Vão conhecer e - porque não? - seguir a NAU nas suas viagens!

Há passatempo no Lovely Girl Who Loves to Read, que até 29 de Novembro oferece um exemplar autografado do livro. Quem ainda não leu e gostaria de ler, ou quem já leu e gostava de oferecê-lo neste Natal, aqui está uma oportunidade, porque são difíceis de encontrar nas livrarias (na wook é fácil, claro, ou no site da PE)

Há de ser revelada uma pequena surpresa que me dá um prazer e honra enormes, mas como não é (só) minha, quem deve revelá-la há de fazê-lo um dia destes, no facebook e no seu maravilhoso blogue.

Também estou por estes dias numa correria deliciosa, as "novidades" umas atrás das outras, porque o princípio do mês de Dezembro vai trazer qualquer coisa boa (boa para mim e, espero, também para alguns de vós). Rectangular, com páginas... EM PAPEL. De época. Prometo uma heroína mais dinâmica e com mais pelo na venta do que a querida Joaninha, uma rapariga bem portuguesa, às voltas com um irmão que faz o que não deve, um certo duque e um cavalheiro inglês muito mal visto porque... enfim, o Ultimato inglês aconteceu há apenas dois aninhos. Está quase quase aí, mais dia menos dia temos título e capa... e não é que vem mesmo a tempo para ser prenda de Natal? Estou ansiosa por poder contar-vos tudo, tudo!

Por isso, que mês! Que mês este, a abrir caminho para o mês do Natal, que há de ser de ansiedade, alegrias e... pois, possivelmente também alguns desapontamentos. Mas que seja.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

E pronto, cá está...


Cá está ele. Depois do Alma Rebelde em papel, o A Chama ao Vento apenas em e-book. Coisas dos tempos modernos, para os senhores e senhoras que aderiram à leitura digital.

Se alguém viu o jornal da noite da SIC, sabe que a chancela Coolbooks é nova e é da Porto Editora, que é exclusivamente digital, e por enquanto apenas para PC, Tablets e Smartphones. Sim, é isso. E que tenciona editar novos autores, mesmo quando esses autores até já publicaram com a PE. 

Está disponível AQUI, com 50% de promoção de lançamento, até 25 de Abril.

Descobre-se a capa e a sinopse, aguardam-se ansiosamente as opiniões...

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Sinopse
Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico…

Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.

Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.

Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.

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