Ele olhou para ela com espanto. Algum aborrecimento, talvez.
- Não está a ser como devia.
- Não devia ser coisa nenhuma... Não prometemos nada um ao outro.
- Não é preciso. Está implícito, tu sabes.
Foi a vez dela. Olhou para ele com algum aborrecimento.
- Não sei nada. Faço como me apetecer.
- E como é que te apetece? Dizes-me?
- Sei lá. Como for.
- Mas então não sei o que fazer. Dá-me uma orientação.
- Não quero. - Ele fitou-a, irritado, e ela riu-se - Olha, gosta de mim. Isso chega.
- Não chega. Vem comigo. Fica comigo... Sabes o que penso. O que te impede?
Nada. Nada a impedia. Esperava-a a casa vazia. Tranquila. Sua. Um livro, aquela série que ainda não acabara de ver. Um copo de vinho e um telefonema para uma amiga. Uns minutos online, se lhe apetecesse.
- Hoje não.
- Então queres continuar como estamos?
- E se quiser? Porque não?
- E amanhã, vens? Da próxima vez.
- Logo se vê.
- Não te entendo.
- Não precisas. Gosto mais de ti assim.
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