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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Maratona de revisão


Agora que vou entrar em período de pausa, espero poder fazer uma dessas maratonas que tanta gente faz... mas de revisão! 


Estou na página 220 de cerca de 380 d'O Cavalheiro Inglês. Cada vez que lhe pego, mesmo por pouco tempo, avança como se fosse a galope. 

Fica o excerto do ponto exacto em que estou... 


- Listen – murmurou Robert, quando Sofia se preparava para bater à porta do escritório – deixar-me falar. Eu ir dizer... things... coisas que talvez não lhe agradar.  Ouvir o que ouvir, não mostrar-se surpreendida ou offended, please. Por favor.
- O que vai...
- Eu saber que fazer - interrompeu – mas ir precisar de seu compreensão. Não zangar comigo, sim? Esta casamento ser importante para mim.
Intrigada pelas suas palavras, e muito preocupada com o que Robert diria ao visconde, Sofia assentiu. Que mais podia fazer, quando não fazia ideia nenhuma de como resolver aquilo e tinha na cabeça uma imagem de Tião a ser arrastado pela polícia... e outra do pai, furioso, a fechar-lhe a porta na cara. Bateu, com um punho trémulo.
- Entre! – resmungou o homem, do lado da lá da porta.
- Está realmente mal disposto. Não quer fazer isto noutra altura? – murmurou.
- Sofia ter-me chamado, sim? Não haver outra altura.  
- Então, por favor, tenha cuidado.
Ele assentiu, embora o seu olhar prometesse problemas. Sofia rodou a maçaneta com dificuldade. Tinha as mãos húmidas. Entraram juntos, e esperaram que o visconde levantasse a cabeça dos papéis que analisava, com uma ruga entre os olhos e os lábios apertados. Só depois de longos segundos de silêncio ergueu os olhos. Arregalaram-se, quando pousaram sobre a visita inesperada, e depois as sobrancelhas desceram ferozmente. Levantou-se de um salto, vermelho de fúria.
- O que faz aqui? – cuspiu, furioso – Já lhe disse que não é bem vindo na minha propriedade! Em nenhuma das minhas propriedades! Quem o deixou entrar? O Bolina? Não, o Bolina não. Foi a menina?
- Sim, pai, fui eu – respondeu Sofia – Há uma coisa que...
- Deixou entrar um desconhecido na minha casa? Sem meu conhecimento?
- Não é um desconhecido. – contrapôs, levantando o queixo que tremia. Perguntava-se quando é que Robert tencionava falar – Depois do que disse o Tião, achei melhor que... enfim, estivessemos os dois para falar consigo. Ouça, paizinho...
- Ora essa! Os dois... ora essa! E de onde é que a menina conhece este... esta criatura, posso saber? Fale!
- Pai, acalme-se, por favor, que ainda se sente mal.
- Explique-se! - berrou, batendo com o punho na mesa. Sofia sobressaltou-se, e calou-se.
- Senhor visconde... – começou Robert, adiantando-se um passo, finalmente. Sofia teve vontade de recuar e pôr-se atrás dele.
Cobarde!, soprou para si própria, e avançou também um passo.
- Cale-se! – berrou o dono da casa, corando de irritação – Não falei consigo! Não quero ouvi-lo. Nem vê-lo! Na minha casa, não sou obrigado a isso. Vá-se embora, já lhe disse que não tenho mais negócios a tratar consigo. – Tocou a sineta uma, duas vezes, quando percebeu que Robert não se movia – Desapareça! Saia da minha vista e não volte!
Robert não se mexeu e o visconde inclinou-se para a frente e sacudiu violentamente a sineta.
- É preciso pô‑lo fora?
- Pai, ouça, por favor. – tentou Sofia – Temos uma coisa...

- Deixar-me falar, sim, Sofia? Sua pai vai escutar. – Levou devagar a mão de Sofia aos lábios e beijou-lhe a palma, um gesto impróprio de intimidade que a fez corar e recomeçar dentro dela uma pequena revolução."

Bom, vamos ver o que sai daqui... Será que antes do Natal está pronto? Vamos a apostas? 

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