Há cinco ou seis dias que não publico nada. Ou mais, não sei. Não me apetece. Dá-me às vezes a vontade de matar o monstro, dar cabo dele sem misericórdia e sem o olhar nos olhos, e desaparecermos os dois da rede.
Mais. Deixaria de dar opiniões que pouco interessam, por não serem sobre os livros publicados ontem. Não tenho parcerias para recebê-los, nem poderia comprometer-me a lê-los com brevidade. Como em geral não faço passatempos nem tenho rubricas fixas (nem interessantes nem das outras), ninguém daria por falta, para mais com a quantidade de blogues com tudo isto e mais e muito melhor. Isto dá-me de quando em quando, sem culpa nenhuma do pobre monstro, que tem a sua natureza - e nunca procurei mudá-la, porque gosto dela. Mas também nos cansamos por vezes do que gostamos, não é verdade?
Quando o azedume é tanto e tão sem razão, só assim um súbito cansaço, resisto ao impulso e faço uma pausa, para ver se passa, porque este monstro já tem uns aninhos e afeiçoei-me a ele. Habituei-me à sua presença, assim como um velho fantasma a fazer ranger as madeiras no sotão. Até aqui tem resultado. Venho à superfície respirar e mergulho novamente. Espero que esta seja só uma dessas vezes. Pode ser que me bastem uns dias e regresse ao normal, e siga com o monstro como ele é.
Talvez nesta pausa planeie umas rúbricas, como Noite de Contos; Leio, Logo Excerto; Um Poema ao Fim da Tarde ou Zona de Desconforto - Pergunta À Vontade...
Ocorreu-me até fazer um passatempo com O Cavalheiro, porque ainda não fiz, embora isto de fazer passatempos com os meus livros seja um tanto... desinteressante para os leitores? Ingrato para mim se poucos participarem?
Enfim. o montro há muito que anda moribundo, mas ainda não morreu. Há de sobreviver.
Ocorreu-me até fazer um passatempo com O Cavalheiro, porque ainda não fiz, embora isto de fazer passatempos com os meus livros seja um tanto... desinteressante para os leitores? Ingrato para mim se poucos participarem?
Enfim. o montro há muito que anda moribundo, mas ainda não morreu. Há de sobreviver.