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terça-feira, 30 de junho de 2015

Desassossego da Liberdade - opinião e um convite


Desassossego da Liberdade


Não classifiquei esta colectânea no GR, pelo mesmo motivo que me leva a não classificar os meus livros, não me parece nada bem. Há quem o faça, dando 5 estrelas aos seus livros, mas eu não seria capaz de tanta vaidade - mesmo que pudesse chamar-lhe amor.

No entanto, a colectânea é diferente dos meus livros, de meu tem só um texto, e apetecia-me mesmo dar-lhe as estrelinhas... Talvez devesse, por atenção aos outros autores, a quem peço desculpa. Não o farei.

E não o fazendo, vou mesmo assim dizer que gostei muito. Nem sempre gosto de ler contos, nem sempre me enchem as medidas, ainda que esteja  aprender a apreciar e, creio, a escrevê-los. 

Nesta colectânea é cada autor, seu estilo, o que quer dizer que, sob uma mesma temática geral, os contos são completamente diferentes uns dos outros. Há contos para todos os gostos, dos mais curtos aos mais longos (o meu, confesso, é mesmo dos mais longos), dos mais simples aos mais complexos. São bons? São bons, a maioria mesmo bons, sem distinção entre convidados e concorrentes. Gostei de todos por igual? Evidentemente que não, há sempre uns que apelam mais do que os outros, o que tem mais a ver com temáticas e estilos do que com qualidade. Um ou outro surpreenderam-me, sobretudo por questões formais. Muito interessantes.

Se gosto do meu? Muitíssimo. 

Estou um pouco triste por ter gralhas que não entendo, não estão no roiginal e não existem nos outros contos. Como não é a primeira vez que tenho problemas com gralhas (cof, cof, A Chama ao Vento, cof) que não estavam no draft, como hifens, começo a pensar se devo ir à bruxa... Ainda assim, o meu esforço como contista satisfaz-me. Quando o lerem, dir-me-ão de vossa justiça. 

Se teria gostado de ler o do Luís Miguel Rocha? É preciso responder? 

A ilustração da capa, da responsabilidade do João Pedro Fonseca, foi feita para o livro e , com o objecto na mão, é fantástica. 

É, na verdade, um belo trabalho, até visualmente, pelo qual a Livros d'Ontem, mas sobretudo a Sofia Teixeira, organizadora, responsável pelos convites, pelo concurso, etc, etc, estão de parabéns. Ah, e nós, autores, também um bocadinho. E viva a Burricadas. Espero que o livro venda um pouquinho, para ajudarmos os nossos burrinhos.

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Resta-me fazer-vos um convite muito, muito especial. Aqui fica. Contamos convosco!


domingo, 19 de abril de 2015

Três pianos e outros exercícios, de Paula Dias, ou como eu afinal talvez goste de contos...

Tratando-se de um livro de contos, não esperava gostar tanto, porque não sou em geral uma boa leitora de contos.  Talvez isso esteja a mudar, porém, porque não só tenho escrito alguns (é o caso do que constará da Desassossego da Liberdade), como tenho apreciado mais a leitura deste género.

O livro foi um presente da autora, e é tão bonito - que capa linda! - que não resiti a pegar-lhe logo. Os contos voam, apeteceu-me ler mais um, mais um, até dar por mim no fim. Para quem anda tão mole nisto das leituras, nada mau, e certamente um elogio à escrita da Paula Dias, uma bela escrita, e decerto apaixonada, porque este livro foi escrito para ser um graciosíssimo presente da autora para si própria e um número de felizardos como eu.

Não vou referir os contos individualmente. Claro que gostei mais de uns do que de outros, é inevitável, mas o conjunto é equilibrado e, sendo completamente independentes, há temáticas que perspassam e dão unidade ao livro. Arte e escrita, amor (e desamor) em variadíssimas formas, um toque de loucura, a viagem. Há outros lugares, como Paris, Macau ou uma terreola perdida no México, mas Portugal e a Lisboa da capa são omnipresentes, quando não pelos lugares, pelo menos pelas personagens. É um livro português, o que é mesmo muito bom.

Curiosamente, o meu conto preferido não se passa em Lisboa, embora tenha ligações com Portugal, através das personagens, mas no México... 

A minha gratidão à autora pelo presente!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Desassossego da Liberdade - campanha de crowdfunding

Falei-vos há algum tempo da colectânea organizada pela Sofia Teixeira na celebração de mais um aniversário do blogue BranMorrighan. 

Participo nela com um dos meus (raríssimos) contos, a única senhora entre vários excelentes autores, como Samuel Pimenta, Nuno Nepomuceno, Manuel Jorge Marmelo e Pedro Medina Ribeiro. O Luís Miguel Rocha, que tinha participação prevista, teve infelizmente de cancelar - e oxalá tivessem sido outros motivos, que não os de saúde. Para além disso, há duas participações especiais, de nomes que vêm, não do mundo das letras, mas do mundo da música, David "Noiserv" Santos e Guillermo de Llera Blanes.

Juntam-se a estes nomes os dos cinco contos seleccionados em "concurso": André Mateus, Cláudia Ferreira, Eduardo Duarte, Márcia Balsas Márcia Costa.

Pois a colectânea entrou finalmente em campanha de crowdfunding, o que faz com que esteja um bocadinho mais perto das nossas casas. Que tal associarem-se a esta iniciativa e lerem, um dia destes, a colectânea? Podem fazê-lo AQUI, até 10 de Abril. 



Nota: lembro que todos os autores convidados e a coordenadora optaram por doar, com todo o gosto, os proventos da venda à instiuição Burricadas, que protege os nossos  burrinhos. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Uma NAU de Raimundos

Um dos projectos do NAU, projecto em que participo com muito gosto, foi desde o início a produção de um conjunto de contos de mote comum. Este mote reduz-se a uma personagem (Raimundo de Cuba, no Alentejo) e a uma frase inicial: Dizem que Raimundo conhecia muito mundo.

O projecto tardou um pouco a arrancar, mas toma agora forma em parceria NAU - Das Letras, com uma publicaçao quinzenal: a cada quinze dias, um autor... e um Raimundo. O primeiro, da autora Cristina Drios, cujo livro Os Olhos de Tirésias adorei, saiu hoje. 

Para lê-lo, visitem o site Das Letras, aqui.

Podem também espreitar o blogue NAU, e já agora, porque não, segui-lo.