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terça-feira, 12 de novembro de 2013

tinta de fingir

A fountain pen to write love poems in a notebook



escrevi paixão com tinta de fingir
em traços de lençol e sol poente

madrugadas de papel

escrevi o amante 
de relâmpagos e fogo
mãos de seda 
pássaros na minha pele
gestos de firmamento negro
corpo de pedra e estrela

no tempo escorrem lentas
em tinta de fingir amores 
mentiras de suspiro e morte


1 comentário:

Olinda P. Gil © disse...

Porque é que eu acho que tem tudo a ver com o post anterior?