Páginas

terça-feira, 9 de abril de 2013

O que fazer com o impulso para escrever?

O que fazer com o impulso para escrever, quando ainda não há uma ideia concreta para pôr no papel?
 
Há uma altura entre livros em que as ideias me parecem peixes. Passam, dá-lhes um reflexo do sol nas escamas e eu quase, quase consigo vislumbrar que peixe é, mas se tento agarrá-lo, foge-me entre os dedos. Ainda não há peixe no cesto, mas tenho vontade de escamar e escalar e grelhar - e devo estar com fome ou saudades do verão, para usar uma metáfora destas.
 
Um dia destes, muito em breve, vou sentar-me com um caderno e decidir o próximo passo, delinear o plano que vou laboriosamente destruir em seguida, conforme escrevo. Decidir se pesquiso certa época histórica - estou com ganas de século XVII, pós-Restauração - se escrevo contemporâneo.

Mas o que fazer, por ora, com o impulso?

Sim, escrevinhar umas coisas por aqui no blogue, uns textos curtos, uns poemas. Mas não chega.  Vou rever texto. É a altura ideal. Ponho a inspiração ao serviço do que precisa de arranjo e não tarda nada tenho um livro agora desconjuntado todo direitinho e bonito. Vou mexer mais do que mexeria se o fizesse apenas com o sentido do dever, mas isso é bom. No fim, terei novos episódios, melhores diálogos, personagens mais interessantes, ou pelo menos assim espero. E que livro vai beneficiar desta minha pulsão, que nunca tarda a manifestar-se? A Chama ao Vento. Dos que não ficaram na gaveta é o que mais precisa de trabalho e aquele que sei como alterar. E talvez, se de quando em quando me apetecer outra coisa, A Senhora do Rio (que renomearei A Dama do Rio por causa da senhora Phillipa Gregory), o meu livro mais antigo de fantasia, o primeiro. Não mexo n'A Grande Mão, por enquanto - continuo na esperança, cada vez mais ténue, de receber um pouco mais de feedback.
 
Mãos ao trabalho, portanto. Ânimo.

1 comentário:

Vera Neves disse...

Tenho um selo para si no meu blog
http://sinfoniadoslivros.blogspot.pt/2013/04/selo-sem-selo.html

Beijinhos