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domingo, 10 de março de 2013

A Rosa Rebelde - Janet Paisley

Não vou fazer de conta que a minha opinião sobre este livro é imparcial, porque não é. É grandemente influenciada por um certo fascínio que sempre tive pelas antigas populações das ilhas britânicas e pela Escócia, que não conheço e provavelmente me desapontará quando conhecer. Um livro que me traga estas culturas antigas e meio perdidas tem meio caminho feito para mim.
 
O livro narra a rebelião jacobita de 1745, e coloca à sua cabeça  a coronela Anne Farquharson, mulher de espírito e armas e muita teimosia. É a sua história que acompanhamos nesta rebelião, esmagada pelos ingleses com grande crueldade, e ao mesmo tempo a história do fim de uma cultura de igualdade e liberdade, principalmente para as mulheres.  Não sei se a perspectiva assumida corresponde inteiramente à verdade - se haveria assim tanta igualdade e tanto respeito pelas mulheres - mas é sem dúvida interessante. A história pessoal de Anne coloca-a dividida entre o marido, Aeneas, que se junta aos ingleses como parte da Guarda Negra, na esperança de minorar as mortes e destruição já esperada do seu povo, e o seu amor de juventude, MacGillivray, ruivo e leal à causa jacobita. Faz dela também uma inspiração para a rebelião e um símbolo.
 
Tenho lido comentários e apreciações muito dispares relativamente à história em si, à construção das personagens, ao ritmo da narração e à intensidade das batalhas. Tendo lido o livro devagar, por ter demasiado que fazer, o certo é que as páginas voaram, sobretudo do meio em diante. As narrativas das batalhas não foram sempre equilibradas, mostrando-se as finais mais intensas do que as iniciais. No entanto, não senti que a História estivesse a ser, em algum momento, despejada à força, emocionei-me com algumas personagens, até secundárias, e arrepiei-me com alguns dos actos dos ingleses. Aqui e ali, confesso, fiquei confusa com o desenrolar dos acontecimentos e com o que conduzia as batalhas de um para outro lugar, ou a forma como se ia de um lugar a outro. 
 
O final foi o possível, tendo em conta que esta era, à partida, uma batalha perdida. Não foi de todo, como temia, uma perda de tempo ler este livro.

Uma nota final para referir que coloquei Lisboa Triunfante em pausa, não porque não estivesse a gostar, mas porque prefiro deixá-lo para dias de maior fôlego e menos trabalho.
 
Sinopse:
Numa época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne. Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.
 

1 comentário:

Chaise Longue disse...

Gostei tanto deste livro =) Já o li há algum tempo mas quando olho para ele continuo a achar que foram umas horas bem passadas!