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domingo, 30 de dezembro de 2012

Pronto, eu também faço! Ora aqui está um post sem interesse nenhum

e grande que só ele! Haja paciência!
 
Tenho andado aqui a resistir aos balanços de fim de ano, mas isto é como uma onda, agarra-te pelos pés, e que hás de tu fazer? Dás um bom tombo, é o que é! Vamos lá ver se este é daqueles que te deixam toda negra, ou se me enrolo, enrolo, mas acabo a rir.
 
Tenho que dividir isto em duas partes: o balanço do blogue - enquanto leitora e bloguista, digamos - e  enquanto... eu. A pessoa e a escritora.
 
O blogue
 
Pilha do ínício do ano: uns li, outros não.
Li foi muitos, muitos que não estão aqui.
Cresceu muito, o meu menino, neste ano. Mais que duplicou as publicações, os seguidores, que são agora 175 (não sei é por onde andam, porque as visitas, hummm...), e os comentários, que sempre foram e continuam a ser poucos. Mais importante, consolidou-se e eu agora já sei bem que blogue é este: não é exclusivamente literário, mas tem as palavras no centro, a criar histórias.
 
Li cerca de 60 livros, histórias e contos, e opinei sobre todos.  Não sou capaz de apontar o livro do ano, mas já noutro post referi as duas descobertas - Zafon e Rosa Lobato de Faria. Houve muitos outros que adorei, de que gostei, de que não gostei assim tanto. Uma ou outra desilusão, é assim mesmo. Ah, e ganhei um kindle, pelo que li vários livros lá, alguns gratuitos e muito simpáticos.
 
Experimentei o micro-conto pela primeira vez - no blogue, por isso incluo aqui e não na segunda parte deste post. Publiquei 4 ou 5. É um formato engraçado que te obriga a completar uma ideia de forma económica, o que para mim, que gosto mesmo do som das palavras e de esmiuçar as coisas, é um sarilho. Mas foi divertido e acho que me desembaracei.
 
Também publiquei aqui uns quantos poemas, de outros autores (alguns em inglês, que tentei traduzir como pude) ou meus, a maioria de quando achava que era poeta e nunca seria capaz de escrever um romance. Depois disso escrevi uns 6, todos quietinhos em ficheiro, com as excepções vossas conhecidas.
 
Fiz uma entrevista à muito simpática Liz Fenwick, e dei uma ou duas a outros blogues, enquanto bloguista.
 
De resto, publiquei o que me apeteceu. Quem gosta gosta, quem não gosta, temos pena. Mesmo.
 
Ah, e fiz alguns 'amigos' na blogosfera e comunidades de leitores. É uma forma engraçada de nos relacionarmos, exclusivamente pela web, mas não menos agradável. Bom ano para eles!
 
A pessoa e a escritora
 
Não posso separar as duas, a sério. Não me importa se a escrita é boa ou má e não, não nasci para ela, aprendi-a lendo, fazendo asneiras, autocorrigindo-me, zangando-me comigo própria, morrendo de vergonha. Hoje em dia, define-me. Poderei dizer assim? Um dia bom é um dia em que consigo escrever, corrigir, rever. Uma má semana quase sempre implica que o meu trabalho, o que me sustenta e aos meus filhos, me impediu se o fazer. Enfim.
 
Neste aspecto, foi um grande ano. Foi o ano do Alma Rebelde.
Mesmo sabendo que é um pequeno livro que nunca vai ter o reconhecimento da crítica - duvido que tenham ouvido falar dele - ou ser falado nas revistas e jornais da especialidade, é o meu primeiro. O lançamento vai ser sempre inesquecível, quanto mais não seja por ter sido a  25 de Abril e chover a cântaros. E estar cheio, tão cheio o pequeno espaço que havia gente de chapéu. Por terem lá estado familiares e amigos que não via há séculos, alunos que não vou esquecer e tantas outras pessoas que, espero, tenham depois gostado do livro.
Em breve balanço, acho que posso dizer que tem agradado. Nos blogues e GR a opinião é em geral boa, mas nem o livro seria livro se não houvesse vozes discordantes. Veremos o que o futuro lhe reserva, e a mim.
Dei três entrevistas a três pequenas rádios, várias a blogues e uma para a Nanozine. Nenhuma para a TV (lol) e menos ainda para as revistas da especialidade que andam nas bancas. Continuo uma ilustre desconhecida, apesar de aparecer 'n' vezes se me googlar. Googlei-me. É divertido.  
 
Mais:
Completei e enviei outro romance à PE, a que chamei provisoriamente A Chama ao Vento. Neste início de ano de 2013 vou dedicar-me a revê-lo. Já tenho o distanciamento para isso, e quero fazer grandes alterações na primeira parte. Não vou contá-lo como de época, porque se divide, e uma boa parte dele é contemporânea.
Ontem mesmo acabei o meu segundo romance de época, que tem como título provisório O Cavalheiro Inglês. Preciso de dá-lo a algumas leitoras beta, incluindo as minhas amigas, imprimi-lo, corrigi-lo... e mandá-lo à PE.
Em ano de crise (tristement), duvido que a PE queira publicar algum deles. Mas quem sabe um dia.
 
continua a ser uma capa provisória,
nunca mais me didiquei a ela.
Disponibilizei A Grande Mão, temporariamente, para leitura beta. Recebi pouco feedback, pelo que está em stand-by. Não deixa de estar no meu coração.
 
Acabei a parte curricular do meu doutoramento no Instituto de História da Arte na FLUL, dez seminários em dois anos, com excelentes notas. Viva eu. Tenho o plano de tese, que defendi com, parece, 19 valores.  E raios partam isto tudo, ainda não a registei nem sei se vou fazê-lo porque, com 9 turmas, não me sobra o tempo nem a energia para escrevê-la. É preciso uma concentração especial e muitas horas de seguida para trabalhar nisto, em especial para mim, que não sou das Artes . Tenho mais 3 anos... 2.5, vá, mas sem bolsa, a custar uma fortuna por ano, em tempos de crise, não sei se poderei dar-me a esse luxo. Bolas para isto tudo!!
 
O resto é trabalho e dia a dia. São as tais nove turmas, o marido e os filhos (mas não o cão nem o gato nem o piriquito) e as mesmas coisas que o resto do mundo também tem. Próximo post: provavelmente os desejos para o novo ano. Descobri que são importantes e porquê. Depois explico.
 
E pronto. balanço feito. Prometo que quando, daqui a dez minutos, me lembrar de mais qualquer coisa, não venho acrescentar. A não ser que seja terrivelmente importante e...nah! 
 
 
 

6 comentários:

Ray* disse...

Gostei muito deste balanço, Carla ;)

Ainda não li 'A Grande Mão'. Lembro-me de ter dito que o lia em Outubro, mas o tempo passou, os trabalhos e os exames vieram para ficar e a escapatória foi ler livros em formato papel. :( Mil desculpas!

Contudo, é para beta-reading (algo que me esqueci) e um dos meus desejos para 2013 é isso mesmo: fazer de beta-reader. Já comecei ontem um que irei levar para 2013 e prolongá-lo na primeira metade de Janeiro, entre exames e trabalhos, leituras e posts e, possivelmente, muitas mais coisas!

Por isso, fica aqui: em 2013, não vou deixar fugir "A Grande Mão"! :P

Muito boa sorte com o Cavalheiro Inglês... Ninguém sabe o que anseio por esse livro, só o título e a lembrança do teu primeiro romance me deixaram sequiosa... :))

É melhor parar por aqui, caso contrário, vou ficar aqui a divagar e a divagar e tenho matéria para estudar, um blog para actualizar e um livro para beta-rever (?! acho que acabei de 'inventar'... LOL)

um grande beijinho* e um óptimo 2013!

P.S. Parabéns pelos 19 Valores :P

Inês Santos disse...

A grande mão será lida nos próximos meses. Desculpa o meu atraso!

Marg disse...

Foi uma boa descoberta a Rosa Lobato Faria, não foi? Adoro-a! Zafon também foi uma descoberta para mim este ano...

Li todos os seus contos, mas tenho de me penalizar por ainda (apesar de ter feito o download logo) não ter lido "A Grande Mão", mas está na lista para ler tão breve quanto possível.

Adorei o "Alma Rebelde" e espero ansiosa "O Cavalheiro Inglês" :D

Finalmente, PARABÉNS não só pelos "escritos" como também pelo blogue, que visito quase diariamente. E já agora os meus parabéns por ser uma MULHER que consegue conciliar vida familiar, profissional, escrita e ainda terminar um doutoramento. Dá inveja! No bom sentido, claro!

Bom 2013 com muitos sucessos!

Nexita disse...

Carla, gostei muito de ler este balanço =)

A leitura de alma rebelde está para breve! =)

Beijinhos e bom ano!

Carla M. Soares disse...

Oh, meninas, agradeço muito se todas lerem A Grande Mão e me apontarem os pontos fracos, mas este post não é para pressionar - fazem-no se quiserem! :D

De resto, obrigada!
E, Margarida, fico muito grata pelo teu elogio, mas a verdade é que é esse conciliar de tudo que me está a escapar - e o pobre doutoramento pode nunca se concretizar, porque fiz os seminários todos, mas não vejo maneira de conseguir a disponibilidade necessária para escrever uma boa tese. Recuso-me a, nesta fase da minha vida, fazer uma porcaria qualquer só para dizer que fiz...

cris disse...

Olá Carla,
Fiquei curiosa com A grande mão... Tb nao li A alma rebelde mas vou pedi-lo emprestado. Fui ao lançamento mas nem me aproximei. Estava mta gente e chovia...chovia...
Bom ano, boas leituras e boa escrita!