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terça-feira, 23 de outubro de 2012

em todos os poemas

(de 1991)

Não tenho uma só linha
em tua honra.
Nem uma palavra minha
é para ti. Mas estás
em todos os poemas
como uma força que paira
uma águia
que projecta a sua sombra
majestosa
uma certa energia
muito viva
ou melancolia

Não.

Não escrevo para ti,
que o mundo é tão mais vasto
tão mais forte
tão mais belo tão mais belo
tão mais belo
do que tu.
Mas ofereço-te ao mundo
em cada intenção,
no mais turvo
e mais obscuro
no mais límpido poema.
É assim que o amor
subtilmente me transforma
te transforma te dilui
te faz palavra e mundo e força

1 comentário:

Ray* disse...

este poema tem a minha idade! :DD

adorei a sua mensagem! é a tua cara completamente!