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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

É um poema velho e mau...

... mas tem-me vindo muito à memória ultimamente. Vá-se lá saber porquê!  
 
Nem me importa que seja de terceira categoria, que seja meu e de 1989.
O mundo é o mesmo.

 
Demitam os padres os países as prisões
os políticos os pobres e as putas.
Demitam e desastre o desporto a demanda.
Demitam de vez este delírio.
Demitam a nave em que navegamos
o seu naufrágio a natalidade o nada.
Demitam a tristeza a trafulhice
todos os tamanquinhos,
a fome a fraqueza a força. 
E demitam já agora a palavra, 
o poder esta podre paz.
a mágoa a magia a maravilha.
Demitam por fim o Homem
e o seu orgulho
e refaçam toda Terra e reponham
o poder de demitir e renascer.




 
 

2 comentários:

André Nuno disse...

Gostei muito.
Ninguém lhe daria a idade que tem...

Carla M. Soares disse...

Está bem conservado!

Infelizmente, certas coisas parecem ser intemporais...