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domingo, 18 de março de 2012

Perguntinha

Descobri no blog My Writing Challenge, num post já com uns meses, uma questão que, por razões muito óbvias, me deixa a pensar. 


Na actualidade, quando tantos de nós escrevem em blogues, há tantas publicações independentes e tanta gente que  guarda o que escreve na gaveta,
quando é que se pode dizer que se é escritor?

Quando se escreveu um livro completo, mesmo que nunca tenha sido lido? (done!)
Quando foi lido e apreciado por amigos, conhecidos ou beta-readers? (done!)
Quando se publica, sob que forma for? Ou quando uma editora investe em nós? (done!)
Ou  apenas quando o público ou a crítica nos reconhecem? (hummm...)

Pois é. Perguntinha tramada. Ou não?


5 comentários:

Olinda P. Gil © disse...

Bem, se assim for, faltam-me apenas os 2 últimos...

Patrícia disse...

Olá Carla,
Eu diria que é quando alguém se sente escritor. Claro que é inevitável escrever um ou mais livros mas deixá-los ler não me parece ser indispensável nem publicá-los.
E sinto-me livre para dizer isto porque eu não me sinto escritora. Nunca senti e quando me perguntam se gostaria de escrever um livro digo sempre que sou leitora e não escritora.
Boa sorte para o livro.
Boas leituras
:)

Cristina Torrão disse...

A frase não é minha, é de Sol Stein (escritor americano, mais conhecido pelos seus livros de escrita criativa), mas subscrevo-a inteiramente:

Escritor é todo aquele que não concebe a sua vida sem escrever.

Cristina Torrão disse...

P.S. Dou-te esta sugestão de leitura (um post que escrevi há quase um ano):

http://andancasmedievais.blogspot.de/2011/04/quem-e-o-verdadeiro-escritor.html

Carla M. Soares disse...

Cristina, já lá fui, deixei uma opinião.

Sandra, se calhar tens razão mas, mesmo com vários volumes na gaveta, e um a sair agora mesmo por uma editora que até é reconhecida, custa-me a definir-me assim.
Não, não me imagino sem escrever, e sim, vou fazê-lo sempre, mesmo que a "crítica" arrase este livro - é possível - e que nunca mais volte a publicar. Mas sinto-me uma presunçosa cada vez que tento pensar em mim como escritora. Se calhar sou eu a sobrevalorizar a atividade, mas sempre a respeitei e admirei muito.

Parvoíces, hem? E tenho idade para ter juízo!